Moraes pede que Justiça do Paraná explique denúncia de maus-tratos durante prisão de Filipe Martins
Ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou durante depoimento que ficou em isolamento e em uma cela sem iluminação

Gabriela Vieira
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu que a Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná que informe sobre irregularidades durante o período de prisão de Filipe Martins, ex-assessor de assuntos internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Além da Procuradoria-Geral do estado e do juiz corregedor do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, a direção do Complexo Médico Penal, em São José dos Pinhais (PR), também deve informar sobre possíveis maus-tratos. O prazo é de cinco dias.
Moraes também pede explicações sobre a existência de um procedimento instaurado, e em caso positivo, encaminhamento da cópia integral do procedimento.
Martins é um dos réus no STF do chamado núcleo 2, que reúne participantes da gerência do plano de tentativa de golpe de Estado.
Durante depoimento no dia 24 de julho, Martins afirmou que ficou em isolamento durante período em que esteve preso. Também disse que, após o período de triagem, permaneceu em uma cela sem iluminação. Ele está preso preventivamente desde fevereiro de 2024, e atualmente se encontra em prisão domiciliar no Paraná.
Ainda durante interrogatório, ele falou que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, mentiu na delação premiada, defendendo que nunca teve contato com a suposta minuta do golpe. Ainda declarou que não participou da reunião do dia 7 de novembro de 2022, quando documento teria sido apresentado.









