Ministros do STF defendem prorrogar domiciliar de Bolsonaro
Prisão humanitária do ex-presidente tem prazo até quinta (25); decisão cabe a Alexandre de Moraes


Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) têm defendido, nos bastidores, a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Eles alegam que a situação política, o calendário eleitoral e os problemas de saúde do ex-presidente são os principais motivos para a prorrogação do benefício, segundo três ministros e auxiliares ouvidos pelo SBT News, sob reserva.
Esse grupo de ministros ainda afirma que o caso da arma do ex-presidente, apreendida durante um blitz policial em Brasília, não deve mudar drasticamente o cenário do cumprimento da pena.
A decisão cabe somente ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo sobre a execução penal do ex-presidente. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado. O prazo de sua domiciliar se encerra na quinta-feira (25).
A defesa de Bolsonaro pediu na terça (23) a manutenção da domiciliar humanitária de Bolsonaro. Ela argumenta que a situação de saúde do político ainda demanda “acompanhamento especializado e avaliação médica contínua”.
O pedido se baseou no último relatório médico sobre a saúde de Bolsonaro, enviado ao Supremo na segunda (22). O documento destaca que o ex-presidente apresenta estabilidade, mas ainda exige cuidados.
"Segundo a equipe médica assistente, permanecem presentes fatores de risco relevantes, dentre eles instabilidade postural, alterações do equilíbrio, risco elevado de quedas da própria altura, risco permanente de broncoaspiração, necessidade de vigilância cardiovascular e respiratória e necessidade de acompanhamento fisioterápico contínuo", diz a defesa.













