Política

Ministro da Saúde cogita viagens aos EUA, mesmo com cancelamento de vistos pela Casa Branca

Padilha foi convidado para eventos em Washington e Nova York e afirmou que só deixará de participar em caso de "conflitos de agenda"

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Hariane Bittencourt
19/08/2025, 17:26 • Atualizado em 19/08/2025, 17:28
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Ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Divulgação/Franklin Paz/MS

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Divulgação/Franklin Paz/MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (19) que analisa a possibilidade de viajar aos Estados Unidos em setembro.

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Padilha foi convidado para dois eventos que acontecem no próximo mês: a Assembleia Geral da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Washington, e a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

"Não tenho decisão. Se eu tiver que ir, você tem um acordo de sede. Um país, num acordo de sede, tem que cumprir regras. Uma delas é garantir o acesso das autoridades que são convidadas", disse.

Um "acordo de sede" é uma espécie de tratado internacional que estabelece as condições legais, financeiras e práticas para o funcionamento de uma organização internacional em um país.

Alvo de recentes sanções do governo de Donald Trump por ter participado da criação do programa Mais Médicos, o ministro da Saúde não teve o visto cancelado pelos Estados Unidos por estar com o documento vencido desde o ano passado.

Mas a esposa e a filha de Padilha, uma criança de 10 anos, estão impedidas de entrar no território norte-americano. Elas foram notificadas do cancelamentos dos vistos no dia 15 de agosto.

"Tenho uma madrasta americana e um irmão que é cidadão americano. Uma sobrinha também. Esse era o único motivo pelo qual elas [esposa e filha] tinham visto para ir pra lá", completou Padilha, alegando que só deixaria de participar dos compromissos para os quais foi convidado em caso de "conflitos de agenda".

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