Política

Ministro da Saúde cogita viagens aos EUA, mesmo com cancelamento de vistos pela Casa Branca

Padilha foi convidado para eventos em Washington e Nova York e afirmou que só deixará de participar em caso de "conflitos de agenda"

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Hariane Bittencourt
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Divulgação/Franklin Paz/MS

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha | Divulgação/Franklin Paz/MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (19) que analisa a possibilidade de viajar aos Estados Unidos em setembro.

Padilha foi convidado para dois eventos que acontecem no próximo mês: a Assembleia Geral da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Washington, e a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.

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"Não tenho decisão. Se eu tiver que ir, você tem um acordo de sede. Um país, num acordo de sede, tem que cumprir regras. Uma delas é garantir o acesso das autoridades que são convidadas", disse.

Um "acordo de sede" é uma espécie de tratado internacional que estabelece as condições legais, financeiras e práticas para o funcionamento de uma organização internacional em um país.

Alvo de recentes sanções do governo de Donald Trump por ter participado da criação do programa Mais Médicos, o ministro da Saúde não teve o visto cancelado pelos Estados Unidos por estar com o documento vencido desde o ano passado.

Mas a esposa e a filha de Padilha, uma criança de 10 anos, estão impedidas de entrar no território norte-americano. Elas foram notificadas do cancelamentos dos vistos no dia 15 de agosto.

"Tenho uma madrasta americana e um irmão que é cidadão americano. Uma sobrinha também. Esse era o único motivo pelo qual elas [esposa e filha] tinham visto para ir pra lá", completou Padilha, alegando que só deixaria de participar dos compromissos para os quais foi convidado em caso de "conflitos de agenda".

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