Saúde

MEC endurece avaliação e penalidades a cursos de medicina mal avaliados

Além da ampliação do Enamed, Ministério da Educação anunciou redução de vagas e até fechamento de cursos que não alcançarem critérios mínimos de avaliação

Avatar de Hariane Bittencourt
Hariane Bittencourt
19/08/2025, 15:20 • Atualizado em 19/08/2025, 15:27
compartilhar
Ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Camilo Santana | Hariane Bittencourt/SBT

Ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Camilo Santana | Hariane Bittencourt/SBT

O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta terça-feira (19), o endurecimento das regras para a avaliação dos cursos de medicina no Brasil.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Entre as novas diretrizes, que começam a valer este ano, estão a ampliação do Exame Nacional de Avaliação Médica (Enamed) – lançado em abril em substituição ao (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enqde) – e a realização de visitas presenciais de servidores do MEC às faculdades do país.

"Queremos ser criteriosos para todos os cursos hoje ofertados", afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana, ao defender a aplicação dos critérios mais rigorosos.

O Enamed será aplicado pela primeira vez no dia 19 de outubro, para mais de 96 mil inscritos. Na edição do ano que vem, para além dos estudantes que cursam o último ano da faculdade de medicina, o exame também será aplicado aos alunos do 4º ano, o chamado pré-internato.

As instituições que tiverem resultados ruins – com desempenhos nos conceitos 1 e 2, sendo 5 o conceito mais alto – vão passar a ser supervisionadas pelo MEC. "O grande objertivo disso é tentar moralizar um pouco e garantir qualidade nos cursos de formação médica que já existem", ponderou o chefe da Educação no governo Lula (PT).

A supervisão, que vai contar com visitas presenciais sem aviso prévio, pode acarretar na adoção de medidas cautelares como a suspensão de novos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e a proibição da participação no Programa Universidade Para Todos (Prouni).

Caso os problemas encontrados nos cursos e instituições de ensino não sejam solucionados, as faculdades podem ser obrigadas a reduzir a oferta de vagas no vestibular seguinte ou mesmo. Outra possibilidade é a desativação permanente dos cursos que não alcançarem resultados satisfatórios.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também participou do anúncio. "Estamos fazendo um verdadeiro tratamento para conter essa metástase de multiplicação judicial de escolas médicas. Ao melhorar a qualidade da formação, vamos melhorar a qualidade da saúde da população", afirmou.

Segundo o governo, o Enamed é obrigatório e será aplicado em todos os municípios brasileiros que possuem faculdades de medicina, sejam públicas ou privadas.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Incêndio em barco deixa morto e 2 desaparecidos nos EUA

Incêndio em barco deixa morto e 2 desaparecidos nos EUA

Imagem da notícia: FGC ainda tem R$ 1,8 bi para devolver a clientes do Master

FGC ainda tem R$ 1,8 bi para devolver a clientes do Master

Imagem da notícia: Governo investiga empresa do "jogo do aviãozinho" no Brasil

Governo investiga empresa do "jogo do aviãozinho" no Brasil

Imagem da notícia: Motta defende execução de emendas: "Câmara cumpre a lei"

Motta defende execução de emendas: "Câmara cumpre a lei"

Imagem da notícia: Incêndio em barco deixa morto e 2 desaparecidos nos EUA

Incêndio em barco deixa morto e 2 desaparecidos nos EUA

Imagem da notícia: FGC ainda tem R$ 1,8 bi para devolver a clientes do Master

FGC ainda tem R$ 1,8 bi para devolver a clientes do Master

Imagem da notícia: Governo investiga empresa do "jogo do aviãozinho" no Brasil

Governo investiga empresa do "jogo do aviãozinho" no Brasil

Imagem da notícia: Motta defende execução de emendas: "Câmara cumpre a lei"

Motta defende execução de emendas: "Câmara cumpre a lei"

Últimas notícias

Pauta-bomba: Fazenda já trata ação no STF como provável

Preocupação do governo envolve o impacto fiscal da pauta da PEC, que se aproxima dos R$ 28 bilhões

Único voto contra ‘pauta-bomba’, Mourão cita risco fiscal

Senador gaúcho mencionou impacto previdenciário, mas foi voto solitário apesar de discurso no mesmo tom da base governista, que terminou ao lado da aprovação

América do Sul: Brasil assina acordo de mercado aéreo único

Tratado envolve países como Argentina, Chile e Paraguai e prevê criação de mercado aéreo integrado na região

Mega-Sena 3.031: prêmio acumula para R$ 30 milhões

Quina teve 24 apostas ganhadoras, que vão receber R$ 63.791,87 cada

Governo nega derrota com aprovação de "pauta-bomba"

Fazenda tentou evitar aprovação da PEC dos agentes de saúde por conta do impacto fiscal

Ministro da Fazenda ameaça retaliar EUA por novo tarifaço

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, classificou a potencial investida norte-americana como uma "medida despropositada"