Política

Meio/Ideia: Lula tem 38,5% ante 31,5% de Flávio no 1º turno

Em pesquisa divulgada antes do caso "Dark Horse", senador liderava segundo turno; agora, aparece mais de 5 pontos atrás do petista

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Felipe Moraes
28/05/2026, 12:43 • Atualizado em 28/05/2026, 16:16
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A nova pesquisa eleitoral Meio/Ideia, divulgada nesta quinta-feira (28), mostra o presidente Lula (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cenários de primeiro e segundo turnos semanas após a revelação de conexões do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse". Apesar da liderança, no primeiro turno, o petista oscilou de 40% para 38,5% em relação ao levantamento anterior, de 6 de maio.

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O pré-candidato do PL, por sua vez, caiu quase cinco pontos percentuais, baixando de 36%, na pesquisa anterior, para 31,5% na sondagem desta quinta. A queda nas intenções de voto do candidato bolsonarista coincide com a publicação de áudios, no último dia 13 de maio, que mostram o senador do PL pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

No cenário de segundo turno, também houve mudanças em relação ao levantamento anterior. Nesta etapa, Lula oscilou positivamente, dentro da margem de erro, e passou de 44,7% para 46,5%. Já Flávio, que antes liderava essa etapa, caiu de 45,3% para 41,4%. Nas duas simulações, o petista fica à frente do senador acima da margem de erro, de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Cenário de primeiro turno com Lula, Flávio e outros nomes | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de primeiro turno com Lula, Flávio e outros nomes | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia
Evolução de Lula e Flávio no segundo turno | Reprodução/Meio/Ideia
Evolução de Lula e Flávio no segundo turno | Reprodução/Meio/Ideia

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02918/2026-BRASIL, a nova pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 pessoas entre os dias 23 e 27 de maio. O nível de confiança chega a 95%.

Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro teve queda mais acentuada em três grupos: perdeu 18,9 pontos percentuais entre eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, 18 pontos entre quem se identifica como de centro-direita e 15,7 entre jovens de 16 a 24 anos.

Os números também mostram um recuo de ambos os candidatos na pesquisa espontânea, quando os entrevistadores não apresentam o nome de candidatos aos eleitores. Na comparação com índices do início de maio, Lula caiu de 33,4% para 33%, enquanto Flávio desceu de 20% para 18,7%. O segundo lugar ainda é ocupado por quem respondeu não saber em quem votar (de 23,1% a 24,5%). A opção ninguém, branco ou nulo foi de 5% para 10%.

Pesquisa presidencial espontânea | Reprodução/Meio/Ideia
Pesquisa presidencial espontânea | Reprodução/Meio/Ideia

O Meio/Ideia também testou cenários de primeiro turno com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ambas aparecem como alternativa a Flávio na corrida contra contra Lula. Além disso, em substituição ao presidente da República, o instituto testou o nome do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), pré-candidato a governador de São Paulo, enfrentando o filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Veja:

Cenário de primeiro turno com Haddad e Flávio Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de primeiro turno com Haddad e Flávio Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de primeiro turno com Lula e Tereza Cristina | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de primeiro turno com Lula e Tereza Cristina | Reprodução/Meio/Ideia

Para simulações de segundo turno, o levantamento projetou Lula contra Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Joaquim Barbosa (DC), Michelle, Aécio Neves (PSDB), Cristina e Haddad x Flávio. A liderança mais apertada do petista é contra Caiado e Michelle (46% a 40% em ambos os casos). A mais folgada, contra Aécio (46% a 25%). Veja:

Cenário de segundo turno entre Lula e Zema | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Zema | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Renan Santos | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Renan Santos | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Joaquim Barbosa | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Joaquim Barbosa | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Caiado | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Caiado | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Michelle Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Michelle Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Tereza Cristina | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Tereza Cristina | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Aécio Neves | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Lula e Aécio Neves | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Haddad e Flávio Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia
Cenário de segundo turno entre Haddad e Flávio Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia

Em relação ao índice de rejeição dos candidatos, Lula lidera com o maior valor percentual: 46,7% afirmaram que não votariam no petista "de jeito nenhum". Atrás dele, aparecem Haddad (42%), Flávio (39,8%), Michelle (26%) e Zema (18%).

O cenário é semelhante no quesito potencial de voto. Lula lidera com 48% entre quem respondeu "poderia votar", seguido de Haddad (46%), Flávio (45,4%) e Michelle (43,7%). Caiado (41,6%) completa o top 5, à frente de Zema (36,5%).

Rejeição de candidatos presidenciais | Reprodução/Meio/Ideia
Rejeição de candidatos presidenciais | Reprodução/Meio/Ideia
Potencial de voto e rejeição de candidatos presidenciais | Reprodução/Meio/Ideia
Potencial de voto e rejeição de candidatos presidenciais | Reprodução/Meio/Ideia

Caso "Dark Horse"

A pesquisa Meio/Ideia fez uma série de perguntas a eleitores sobre a ligação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro, que segue preso e investigado por fraudes bilionárias. Em áudio revelado pelo site The Intercept, o senador cobra dinheiro do banqueiro para compor o orçamento do filme "Dark Horse", cinebiografia sobre a trajetória de Jair.

Sobre conhecimento do caso, 37,4% afirmaram ter ouvido e visto "muita coisa sobre o assunto" e 23% disseram ter ouvido e visto "alguma coisa". Outros 18,2% responderam não saber "nada sobre isso" e 10% escolheram a opção "só de passagem, sem detalhes".

O levantamento aponta que 48% dos eleitores concordaram que a conexão entre Flávio e Vorcaro deve ser investigada pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público (MP), enquanto 20% discordaram. Outros 20% afirmaram não concordar nem discordar.

Em relação à cobertura da imprensa, 36% discordaram que veículos estão exagerando nas notícias, enquanto 34% concordaram. A maioria de eleitores (57%) mostrou apoio a uma CPI para investigar o Banco Master. Outros 22% afirmaram não concordam nem discordar e 12% foram contra uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Opinião de eleitores sobre impacto do caso "Dark Horse" na campanha de Flávio Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia
Opinião de eleitores sobre impacto do caso "Dark Horse" na campanha de Flávio Bolsonaro | Reprodução/Meio/Ideia

Para 45%, o caso "Dark Horse" contradiz o discurso de Flávio contra a corrupção; 24% disseram não concordar nem discordar e outros 22% discordaram dessa afirmação.

Sobre o envolvimento de Vorcaro no filme, 40,6% acharam que houve ilegalidade no patrocínio do banqueiro, enquanto 33,4% acreditaram que foi apenas um investimento privado, sem ilegalidades.

A pesquisa ainda mediu a impressão das pessoas sobre o senador após a revelação do caso: 44% disseram ter hoje uma opinião pior; já 30,8% afirmaram não ter mudado de opinião. Outros 14,5% responderam ter opinião melhor sobre Flávio.

Para 57%, a ligação com Vorcaro vai prejudicar a campanha de Flávio à Presidência: 33% avaliaram que "muito" e 24%, "um pouco". Outros 24% não acreditaram em impacto e 6% responderam que o caso "vai ajudar (efeito 'vitimização').

Avaliação do governo Lula

Por fim, a pesquisa Meio/Ideia também trouxe novos índices de percepção popular sobre o governo do presidente Lula. O petista é desaprovado por 51,4% dos eleitores e aprovado por 46,6%.

Na avaliação do governo, péssimo (25,4%) e bom (23,4%) são os índices mais altos, seguidos de regular (21,7%), ruim (15,3%), ótimo (12,2%) e não sabe (2%).

Índices de aprovação e desaprovação do governo Lula | Reprodução/Meio/Ideia
Índices de aprovação e desaprovação do governo Lula | Reprodução/Meio/Ideia
Avaliação do governo Lula | Reprodução/Meio/Ideia
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