Flávio se volta ao bolsonarismo raiz com crise do Master
Felipe Pedri, seguidor do escritor Olavo de Carvalho e autor do manifesto Aliança pelo Brasil, esteve nos EUA junto com o senador, que se reuniu com Trump


Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reaproximou nos últimos dias de antigos assessores do Palácio do Planalto na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Um deles é o publicitário, analista político e empresário Felipe Pedri que, na gestão passada, foi asssessor do ex-ministro Onyx Lorenzoni e também trabalhou na Secretaria de Comunicação, a Secom, na gestão de Fábio Wajngarten. Depois, ele assumiu cargo no gabinete de Flávio.
Pedri disputou uma vaga à Câmara Federal, em 2022, mas não foi eleito. O empresário é defensor das ideias do escritor Olavo De Carvalho, e no X, antigo Twitter, já comparou o isolamento social ao Ato Institucional nº 5, medida mais radical da ditadura militar brasileira. O AI-5,entre outras arbitrariedades, cassou mandatos de parlamentares e censurou a imprensa.
Também acompanharam Flávio no encontro com o presidente norte-americano, Donald Trump, o deputado estadual Cristiano Caporezzo (PL-MG) e o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP).
Desde a crise provocada pelo áudio enviado pelo senador ao banqueiro Daniel Vorcaro cobrando o pagamento do patrocínio para o filme “Dark Horse”, o parlamentar deu uma guinada e passou a ouvir mais o irmão Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo, considerados do grupo mais ideológico do campo conservador.
Ao mesmo tempo, a Federação União Brasil-PP, que discutia uma aliança para a disputa presidencial, se distanciou da pré-candidatura de Flávio. Agora, caciques dos dois partidos começam a defender a neutralidade.

























