Lula e Campos se reúnem para destravar palanques em SP e MG
Dirigente partidário pedirá ao presidente para resolver impasses eleitorais


O presidente nacional do PSB, João Campos (à esquerda), e o presidente Lula (à direita) | Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) receberá nesta quinta-feira (28) o presidente nacional do PSB, João Campos, para tentar destravar os palanques em São Paulo e Minas Gerais. Nos dois maiores colégios eleitorais do país, a base governista enfrenta impasses que têm causado desgastes na relação entre PT e PSB, e podem representar riscos à pré-candidatura à reeleição do presidente da República.
De acordo com fontes, João Campos dirá a Lula que ele precisa se envolver pessoalmente na definição das pré-candidaturas. Em São Paulo, os ex-ministros Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB) pleiteiam a segunda vaga da disputa ao Senado, já que Simone Tebet (PSB) é dada como certa no palanque de Fernando Haddad (PT), pré-candidato a governador.
Interlocutores que acompanham as negociações asseguram que tanto França quanto Marina topariam retirar suas pré-candidaturas, mas só se houver um pedido formal de Lula acompanhado de uma costura sobre seus futuros políticos. Ambos poderiam ser alocados nas suplências ou, ainda, na vice de Haddad.
Sem uma definição formal do presidente, a tendência é que França, Marina e Tebet sejam candidatos ao Senado, apesar do risco de dividir os votos da esquerda em solo paulista.
Já em Minas, o senador Rodrigo Pacheco (PSB) sinalizou que não será candidato a governador. O presidente do PT, Edinho Silva, deu início a conversas com o empresário Josué Gomes (PSB), filho do ex-vice-presidente José Alencar, para assumir o posto.
Dentro do PSB, a leitura é de que Pacheco ainda aceitaria ser candidato a governador, mas quer um gesto firme de Lula para negociar seus apoios, o que ainda não teria ocorrido.
A falta de definições por parte do presidente tem criado desgastes entre PT e PSB. Se em São Paulo não há possibilidade de os socialistas não estarem com Haddad, aliados de João Campos afirmam que o partido pode retirar o apoio aos petistas na Bahia.
A escolha da Bahia para sinalizar o descontentamento com o PT ocorreu em função do diagnóstico de que o ex-ministro Rui Costa (PT-BA), pré-candidato ao Senado, estaria articulando a neutralidade de Lula em Pernambuco. Parte do PT defende que o presidente tenha palanque duplo no Estado, para receber apoio de João Campos e da governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição.
O pote de mágoas do PSB com o PT, contudo, vem desde o início do governo, quando Lula tirou o Ministério da Justiça e o Ministério de Portos e Aeroportos da legenda que abriga o vice-presidente Geraldo Alckmin.

























