Mauro Vieira vai à Câmara no dia 18 para falar sobre China e Irã
Chanceler foi convocado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional a pedido de deputados da oposição


SBT News
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados marcou para o próximo dia 18 de março, às 10h, a audiência com o chanceler Mauro Vieira. O ministro será questionado sobre supostas bases militares chinesas no Brasil e o posicionamento do governo em relação à guerra no Irã.
Por se tratar de uma convocação, Mauro Vieira é obrigado a comparecer. Esta será a sétima ida do ministro das Relações Exteriores à CREDN desde que assumiu a chefia do Itamaraty no início do governo Lula.
Vieira foi alvo de dois pedidos de convocação feitos pela oposição. Na semana passada, a comissão aprovou o requerimento do deputado federal Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) que pedia esclarecimentos do ministro sobre o conflito entre Irã e aliança Estados Unidos-Israel. Na terça-feira (10), o pedido de Gustavo Gayer (PL-GO) cobrando explicações sobre a relação com a China também recebeu o aval dos colegas.
“Há uma assimetria de posicionamento por parte do Brasil que suscita legítimos questionamentos quanto aos critérios diplomáticos adotados, à consistência da narrativa oficial e ao alinhamento da posição brasileira com os princípios constitucionais que regem sua atuação internacional”, disse Valadares ao apresentar o requerimento de convocação.
Já a solicitação envolvendo as supostas bases militares chinesas no território brasileiro visa obter detalhes sobre acordos estratégicos costurados com o país asiático nas áreas de infraestrutura e tecnologia. Para a oposição, há uma linha tênue na distinção entre o objetivo civil e o objetivo militar dessas parcerias.
O ministro Mauro Vieira também falará sobre outros pontos da política externa brasileira, como a atuação junto aos EUA para impedir a denominação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais. O Planalto diz que o objetivo é evitar ações militares norte-americanas dentro do território nacional.
“Caso confirmada, trata-se de atuação diplomática de extrema gravidade e elevado interesse público, pois envolve tema diretamente relacionado à segurança pública, ao combate ao crime organizado transnacional, à cooperação internacional e à própria credibilidade da política externa brasileira diante de organizações criminosas que atuam de forma violenta, estruturada e com ramificações além das fronteiras nacionais”, disse o presidente da CREDN, o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).
A agenda de Vieira no Congresso ainda pode ser estendida ao Senado. Ontem, a Comissão de Relações Exteriores da Casa Alta aprovou convite ao chanceler para tratar da guerra no Irã. Neste caso, o comparecimento não é imposto. A tendência é que essa audiência seja adiada, pois estava prevista para o mesmo dia e horário da ida do ministro à CREDN da Câmara.









