Política

Master: Alvo da PF foi tesoureiro de Alcolumbre e indicado pelo senador a fundo de pensão

Amprev é investigada por investimentos em banco de Daniel Vorcaro; irmão de presidente do Senado integra conselho fiscal

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Clécio Luís, Jocildo Silva Lemos e Davi Alcolumbre | Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Alvo da Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (6), o diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, tem relações diretas com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Além de ter sido indicado ao fundo de pensão pelo senador, como ele mesmo assumiu em público, o dirigente atuou como tesoureiro da campanha eleitoral de Alcolumbre em 2022 e integra o diretório nacional do União no Amapá, presidido pelo aliado.

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A Amprev, investigada por investimentos em títulos do banco Master, tornou-se um feudo político do presidente do Senado. O advogado Alberto Alcolumbre, irmão do presidente do Senado, integra o Conselho Fiscal da Amprev, também por indicação do senador. Ele não foi alvo da operação desta sexta.

Procurada, a assessoria de imprensa de Alcolumbre não comentou as indicações e a operação da Polícia Federal deflagrada na Amprev. O SBT News também tenta contato com Jocildo Lemos e com o irmão do senador.

Lemos assumiu seu apadrinhamento em discurso proferido em 2024, ao receber o “Prêmio Destaque Previdenciário". “Faço um agradecimento especial ao governador Clécio Luis, que fez a nomeação, e sobretudo ao senador Davi Alcolumbre, que me convidou para ser o presidente da Amapá Previdência”, afirmou, na ocasião. A fala foi reproduzida no site da entidade.

Pré-candidato à reeleição, o governador do Amapá, Clécio Luís, se filiou ao União Brasil com as bênçãos de Alcolumbre no dia 30 de janeiro. Os dois são aliados de primeira hora.

Deflagrada pela PF, a Operação Zona Cinzenta apura investimentos da Amprev em letras financeiras do Banco Master. Além de Lemos, são alvo da investigação, por supostos crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta, Jackson Rubens de Oliveira, conselheiro do fundo de pensão, e José Milton Gonçalves, que foi exonerado em dezembro de 2025, após a liquidação do Master pelo Banco Central.

Polícia faz operação no Amapá por suspeita de irregularidades em recursos previdenciários | Reprodução/PF
Polícia faz operação no Amapá por suspeita de irregularidades em recursos previdenciários | Reprodução/PF
Polícia Federal realiza operação na Amprev | Reprodução PF
Polícia Federal realiza operação na Amprev | Reprodução PF
PF investiga possíveis irregularidades na gestão de recursos da previdência estadual do Amapá | Reprodução/PF
PF investiga possíveis irregularidades na gestão de recursos da previdência estadual do Amapá | Reprodução/PF
Policial em ação no Amapá sobre suspeitas de irregularidades na Amprev | Reprodução/PF
Policial em ação no Amapá sobre suspeitas de irregularidades na Amprev | Reprodução/PF

Amprev

Em nota, a Amapá Previdência disse que "se sente lesada pelos maus feitos do Banco Master e não abre mão de ser ressarcida". Leia:

"A Amprev se sente lesada pelos maus feitos do Banco Master e não abre mão de ser ressarcida. Por isso, já ingressou com todas as medidas judiciais cabíveis, conseguindo, inclusive, o bloqueio de pagamentos ao banco.

A instituição espera que a Justiça seja feita e que os contraventores do Banco Master sejam punidos.

A Amprev reforça que os investimentos realizados no Banco Master, validados pelo Banco Central, representam 4,7% do total da carteira da instituição.

Sob esta administração, o patrimônio da Amprev evoluiu 41% de 2023 para 2025, garantindo o pagamento aos aposentados e pensionistas até o ano de 2059."

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