Política

"Adversários é que devem ter medo de falar de economia nas eleições", diz Haddad

Ministro da Fazenda afirma que indicadores econômicos e sociais dão segurança ao governo Lula para enfrentar o debate eleitoral e critica gestão anterior

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Warley Júnior
Haddad fez discurso em evento de aniversário de 46 anos do PT, na Bahia | Reprodução/YouTube

Haddad fez discurso em evento de aniversário de 46 anos do PT, na Bahia | Reprodução/YouTube

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta sexta-feira (6) que os adversários políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é que deveriam evitar o debate econômico nas eleições. A declaração foi feita durante a celebração dos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA), evento que reuniu militantes e lideranças nacionais da legenda.

Durante o discurso, Haddad defendeu os resultados econômicos do atual governo e afirmou que a oposição não tem argumentos para sustentar a política fiscal adotada na gestão anterior.

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"Adversários são quem devem ter medo de falar de economia nas eleições. Eles não têm argumento para defender o que fizeram", afirmou.

Segundo o ministro, o governo Lula assumiu em 2023 um cenário de forte "desorganização fiscal", mas conseguiu reorganizar as contas públicas sem penalizar a população de baixa renda. Haddad citou indicadores como inflação controlada, queda do desemprego e aumento da renda média do trabalhador como elementos que fortalecem o discurso do governo no campo econômico.

"Chegamos até aqui com esses indicadores e com as contas muito mais em ordem hoje do que nós herdamos em 2023 [...] sem bombardear a base da pirâmide. Porque toda vez que se fala em ajuste nesse país, quem paga é a base da pirâmide", disse.

Haddad também destacou que, apesar dos avanços econômicos, o governo precisará enfrentar desafios no campo da comunicação, especialmente diante da disseminação de desinformação nas redes sociais ao longo do período eleitoral.

"Economia é condição necessária, mas no mundo de hoje ela não é suficiente pra ganhar uma eleição. Nós temos que mostrar o que fizemos, mas isso não vai ser uma tarefa política simples. E um detalhe, nós não podemos usar as armas deles. Nós não podemos combater a mentira com outra. Então, o nosso desafio é grande, porque combater a mentira com a verdade dá mais trabalho", completou.

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