Política

Malafaia diz que Flávio Bolsonaro não empolga direita e que candidatura não tem "musculatura"

Ao SBT News, pastor critica “amadorismo político” na pré-candidatura do senador e afirma que Tarcísio de Freitas reúne condições para unir direita e centro

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Vicklin Moraes
21/01/2026, 19:08 • Atualizado em 21/01/2026, 19:08
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O pastor Silas Malafaia afirmou nesta quarta-feira (21), em entrevista exclusiva ao SBT News, que a possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República não empolgou o campo da direita.

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Segundo Malafaia, o parlamentar ainda não demonstrou força política suficiente para liderar o grupo. “Não vejo Flávio Bolsonaro com musculatura”, disse o pastor.

Malafaia afirmou que, caso haja mais de um candidato de direita na disputa presidencial, apoiará aquele que considerar mais competitivo e, no segundo turno, estará ao lado de qualquer nome do campo conservador.

“Se tiver mais de um candidato na direita, eu vou escolher aquele que achar melhor. No segundo turno, quem for da direita terá meu apoio”, declarou.

O pastor também alertou para o cenário eleitoral de 2026 e afirmou que o momento político não pode ser subestimado. Na avaliação dele, apesar de o presidente Lula aparecer em situação confortável, o índice de rejeição ao petista é elevado.

“A rejeição do Lula é violenta, é grandiosa. As pesquisas já mostram que o eleitor não quer nem Bolsonaro nem Lula. Quer um nome novo”, afirmou.

Nesse contexto, Malafaia apontou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como um nome que representa renovação política."O Tarcísio encarna o novo, vem com rótulo de competência e governabilidade e consegue dialogar com a direita e com a esquerda”, disse.

O pastor também criticou o momento escolhido para o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o senador se aproveitou de um período de fragilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro, e classificou como “amadorismo político” a leitura pública de uma carta escrita por Bolsonaro após um procedimento cirúrgico.

Além disso, Malafaia avaliou que a forma como Flávio tem lidado com Tarcísio tem atrapalhado a relação com o ex-presidente

“Se o Tarcísio for lá, vai ouvir que ele é muito importante para a minha eleição. Isso é um amadorismo político tão grande que, em vez de ajudar, atrapalha”, afirmou.

Igrejas e a CPMI do INSS

O pastor também rebateu a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) após a parlamentar afirmar que igrejas estariam envolvidas no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Em entrevista ao SBT News, Damares disse que líderes religiosos teriam pressionado a CPMI do INSS para evitar o avanço das investigações, com receio de afastar fiéis.

Malafaia negou as acusações e classificou as declarações como falsas, afirmando que a senadora não apresentou provas nem citou nomes de grandes igrejas ou de supostos lobistas. Segundo ele, “a questão não são as igrejas evangélicas, mas a mentira que foi dita”, e não há, até o momento, envolvimento de grandes denominações no caso.

"A questão não são igrejas evangélicas, é a mentira que Damares falou aqui no SBT. E eu vou repetir porque tá aí com vocês. Ela diz duas. A primeira, grandes igrejas plural estão envolvidas na falcatrua do NSS. Não deu nome de nenhuma. Segundo que houve um lobby para ela se calar. Dá o nome dos lobistas. A minha indignação, eu tô aqui. A igreja evangélica não é PT, não. A liderança evangélica não é PT que bota para debaixo do tapete a lama.

Segundo Malafaia, a lista divulgada pela senadora reúne majoritariamente igrejas de pequeno porte e apenas um líder religioso de maior projeção, ainda sem comprovação formal de envolvimento, citado como o pastor da Igreja Lagoinha.

Malafaia disse também ter procurado o presidente da CPMI, que negou a existência de pressão de líderes religiosos para silenciar as investigações. Para o pastor, as informações disponíveis indicam a atuação de igrejas menores e até de entidades recém-criadas, possivelmente usadas para lavagem de dinheiro, e cobrou que Damares apresente nomes e provas para sustentar as acusações.

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