Política

Boulos diz esperar votação de fim de escala 6 x 1 no 1º semestre, critica Trump e cobra Galípolo por juros

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência também colocou entre prioridades do Executivo a regulamentação do trabalho por aplicativo

Avatar de Reuters
Reuters
21/01/2026, 12:32 • Atualizado em 21/01/2026, 13:06
compartilhar
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos | Divulgação/Vinicius Reis/Ascom/SGPR

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos | Divulgação/Vinicius Reis/Ascom/SGPR

- -

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse nesta quarta-feira (21) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera votar o fim da escala 6x1 no primeiro semestre no Congresso Nacional, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e cobrou diretamente do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, a redução da taxa de juros, classificando o patamar atual da Selic de "agiotagem".

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", do CanalGov, Boulos disse que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, na qual os trabalhadores trabalham seis dias da semana e folgam um, está avançando no Congresso e fez a avaliação que a substituição do modelo por uma escala 5x2 aumentará a produtividade da economia e a formalização do trabalho.

"No caso da 6 x 1, em particular, há um avanço para que a gente vote ainda neste semestre o fim da escala 6x1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores", disse.

O ministro, escalado por Lula para liderar as negociações pelo fim da escala 6x1 e para a regulamentação do trabalho por aplicativo, duas frentes de um novo modelo de trabalho com as quais o PT tem enfrentado dificuldade, afirmou que, com um dia a mais de folga na semana, o trabalhador estará mais descansado e terá tempo para aumentar sua qualificação, elevando a produtividade da economia.

Boulos disse ainda que um modelo com dois dias de folga na semana tornará o trabalho formal mais atrativo para uma parcela crescente que tem rejeitado o modelo com carteira assinada, aumentando, assim, em sua visão, a formalização e ajudando a Previdência Social.

O ministro também colocou entre as prioridades do governo a regulamentação do trabalho por aplicativo e disse que o governo tratará do que chamou de "taxa de extorsão" que as empresas de tecnologia cobram de entregadores e motoristas.

O fim da escala 6x1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo são apostas do governo Lula no ano em que o petista busca se reeleger para um quarto mandato na Presidência.

Trump e Galípolo

Na entrevista à emissora estatal, Boulos também fez duras críticas ao presidente dos EUA e ao patamar atual da taxa básica de juros, em 15% ao ano desde junho do ano passado, afirmando que ela é injustificável e "só interessa para banqueiro agiota". O ministro aproveitou ainda para mandar um recado direto ao presidente do BC: "Ô, Banco Central, ô meu querido Galípolo, vamos baixar essa taxa de juros, meu caro", disse.

Trump foi alvo do ministro, um dia depois de Lula afirmar em discurso em evento de entrega de moradias que o presidente norte-americano quer "governar o mundo pelo Twitter".

Boulos, por sua vez, disse que Trump pratica "colonialismo" na América Latina. No início de janeiro, forças dos EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, e Trump tem afirmado que os Estados Unidos governarão a Venezuela e que empresas norte-americanas explorarão o petróleo venezuelano.

Trump também tem pressionado os aliados europeus dos EUA para obter o controle da Groenlândia, um território pertencente à Dinamarca, membro da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

"O Brasil é um país soberano, a gente não vai se curvar a quem quer que seja. É inaceitável que alguém queira ser dono do mundo e dizer 'nesse país eu vou fazer isso, naquele eu vou fazer aquilo, esse aqui é meu quintal, nesse aqui eu vou fincar a minha bandeira.' Não", afirmou.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Gás do Povo libera nova rodada de vales nesta quarta (10)

Gás do Povo libera nova rodada de vales nesta quarta (10)

Imagem da notícia: Copa 2026: jogos do Brasil estão entre os mais caros; veja

Copa 2026: jogos do Brasil estão entre os mais caros; veja

Imagem da notícia: Web Summit Rio 2026: IA domina debates no segundo dia

Web Summit Rio 2026: IA domina debates no segundo dia

Imagem da notícia: EUA atacam alvos do Irã após queda de helicóptero

EUA atacam alvos do Irã após queda de helicóptero

Imagem da notícia: Gás do Povo libera nova rodada de vales nesta quarta (10)

Gás do Povo libera nova rodada de vales nesta quarta (10)

Imagem da notícia: Copa 2026: jogos do Brasil estão entre os mais caros; veja

Copa 2026: jogos do Brasil estão entre os mais caros; veja

Imagem da notícia: Web Summit Rio 2026: IA domina debates no segundo dia

Web Summit Rio 2026: IA domina debates no segundo dia

Imagem da notícia: EUA atacam alvos do Irã após queda de helicóptero

EUA atacam alvos do Irã após queda de helicóptero

Últimas notícias

Copa dos Refugiados lança edição 2026 no Pacaembu

Evento no Museu do Futebol abre a edição deste ano do torneio que reúne esporte, cultura e integração entre migrantes e refugiados em São Paulo

Câmara de São Sebastião se retrata após caso de transfobia

Casa legislativa do município no litoral paulista determinou a inclusão da ex-vereadora suplente Pauleteh Araújo, uma mulher trans, na 'Galeria das Vereadoras'

Câmara do DF aprova acordo para socorrer BRB

Projeto valida entendimento firmado entre governo do Distrito Federal e União e autoriza operação de até R$ 6,6 bilhões em empréstimos

Mega-Sena 3.016: prêmio acumula para R$ 8 milhões

Quina teve 40 apostas ganhadoras, que vão receber R$ 26.124,46 cada

Câmara aprova livre comércio entre Mercosul e EFTA

Com acordo, Brasil terá 97% das exportações facilitadas com a Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça

Durigan se reúne com Alcolumbre e alerta sobre pautas-bomba

Ministro da Fazenda discutiu com presidente do Senado projetos que, segundo o governo, podem pressionar as contas públicas e gerar impacto de R$ 270 bi