Boulos diz esperar votação de fim de escala 6 x 1 no 1º semestre, critica Trump e cobra Galípolo por juros
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência também colocou entre prioridades do Executivo a regulamentação do trabalho por aplicativo
Reuters
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos | Divulgação/Vinicius Reis/Ascom/SGPR
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse nesta quarta-feira (21) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera votar o fim da escala 6x1 no primeiro semestre no Congresso Nacional, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e cobrou diretamente do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, a redução da taxa de juros, classificando o patamar atual da Selic de "agiotagem".
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Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", do CanalGov, Boulos disse que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, na qual os trabalhadores trabalham seis dias da semana e folgam um, está avançando no Congresso e fez a avaliação que a substituição do modelo por uma escala 5x2 aumentará a produtividade da economia e a formalização do trabalho.
"No caso da 6 x 1, em particular, há um avanço para que a gente vote ainda neste semestre o fim da escala 6x1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores", disse.
O ministro, escalado por Lula para liderar as negociações pelo fim da escala 6x1 e para a regulamentação do trabalho por aplicativo, duas frentes de um novo modelo de trabalho com as quais o PT tem enfrentado dificuldade, afirmou que, com um dia a mais de folga na semana, o trabalhador estará mais descansado e terá tempo para aumentar sua qualificação, elevando a produtividade da economia.
Boulos disse ainda que um modelo com dois dias de folga na semana tornará o trabalho formal mais atrativo para uma parcela crescente que tem rejeitado o modelo com carteira assinada, aumentando, assim, em sua visão, a formalização e ajudando a Previdência Social.
O ministro também colocou entre as prioridades do governo a regulamentação do trabalho por aplicativo e disse que o governo tratará do que chamou de "taxa de extorsão" que as empresas de tecnologia cobram de entregadores e motoristas.
O fim da escala 6x1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo são apostas do governo Lula no ano em que o petista busca se reeleger para um quarto mandato na Presidência.
Trump e Galípolo
Na entrevista à emissora estatal, Boulos também fez duras críticas ao presidente dos EUA e ao patamar atual da taxa básica de juros, em 15% ao ano desde junho do ano passado, afirmando que ela é injustificável e "só interessa para banqueiro agiota". O ministro aproveitou ainda para mandar um recado direto ao presidente do BC: "Ô, Banco Central, ô meu querido Galípolo, vamos baixar essa taxa de juros, meu caro", disse.
Trump foi alvo do ministro, um dia depois de Lula afirmar em discurso em evento de entrega de moradias que o presidente norte-americano quer "governar o mundo pelo Twitter".
Boulos, por sua vez, disse que Trump pratica "colonialismo" na América Latina. No início de janeiro, forças dos EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, e Trump tem afirmado que os Estados Unidos governarão a Venezuela e que empresas norte-americanas explorarão o petróleo venezuelano.
Trump também tem pressionado os aliados europeus dos EUA para obter o controle da Groenlândia, um território pertencente à Dinamarca, membro da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"O Brasil é um país soberano, a gente não vai se curvar a quem quer que seja. É inaceitável que alguém queira ser dono do mundo e dizer 'nesse país eu vou fazer isso, naquele eu vou fazer aquilo, esse aqui é meu quintal, nesse aqui eu vou fincar a minha bandeira.' Não", afirmou.
(Por Eduardo Simões, em São Paulo)
Boulos diz esperar votação de fim de escala 6 x 1 no 1º semestre, critica Trump e cobra Galípolo por jurosMinistro da Secretaria-Geral da Presidência também colocou entre prioridades do Executivo a regulamentação do trabalho por aplicativoPolítica2026-01-21T12:32:28.556ZO ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse nesta quarta-feira (21) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera votar o fim da escala 6x1 no primeiro semestre no Congresso Nacional, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e cobrou diretamente do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, a redução da taxa de juros, classificando o patamar atual da Selic de "agiotagem". Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", do CanalGov, Boulos disse que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, na qual os trabalhadores trabalham seis dias da semana e folgam um, está avançando no Congresso e fez a avaliação que a substituição do modelo por uma escala 5x2 aumentará a produtividade da economia e a formalização do trabalho. "No caso da 6 x 1, em particular, há um avanço para que a gente vote ainda neste semestre o fim da escala 6x1 e consiga dar essa resposta para os trabalhadores", disse. O ministro, escalado por Lula para liderar as negociações pelo fim da escala 6x1 e para a regulamentação do trabalho por aplicativo, duas frentes de um novo modelo de trabalho com as quais o PT tem enfrentado dificuldade, afirmou que, com um dia a mais de folga na semana, o trabalhador estará mais descansado e terá tempo para aumentar sua qualificação, elevando a produtividade da economia. Boulos disse ainda que um modelo com dois dias de folga na semana tornará o trabalho formal mais atrativo para uma parcela crescente que tem rejeitado o modelo com carteira assinada, aumentando, assim, em sua visão, a formalização e ajudando a Previdência Social. O ministro também colocou entre as prioridades do governo a regulamentação do trabalho por aplicativo e disse que o governo tratará do que chamou de "taxa de extorsão" que as empresas de tecnologia cobram de entregadores e motoristas. O fim da escala 6x1 e a regulamentação do trabalho por aplicativo são apostas do governo Lula no ano em que o petista busca se reeleger para um quarto mandato na Presidência. Trump e Galípolo Na entrevista à emissora estatal, Boulos também fez duras críticas ao presidente dos EUA e ao patamar atual da taxa básica de juros, em 15% ao ano desde junho do ano passado, afirmando que ela é injustificável e "só interessa para banqueiro agiota". O ministro aproveitou ainda para mandar um recado direto ao presidente do BC: "Ô, Banco Central, ô meu querido Galípolo, vamos baixar essa taxa de juros, meu caro", disse. Trump foi alvo do ministro, um dia depois de Lula afirmar em discurso em evento de entrega de moradias que o presidente norte-americano quer "governar o mundo pelo Twitter". Boulos, por sua vez, disse que Trump pratica "colonialismo" na América Latina. No início de janeiro, forças dos EUA capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas, e Trump tem afirmado que os Estados Unidos governarão a Venezuela e que empresas norte-americanas explorarão o petróleo venezuelano. Trump também tem pressionado os aliados europeus dos EUA para obter o controle da Groenlândia, um território pertencente à Dinamarca, membro da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "O Brasil é um país soberano, a gente não vai se curvar a quem quer que seja. É inaceitável que alguém queira ser dono do mundo e dizer 'nesse país eu vou fazer isso, naquele eu vou fazer aquilo, esse aqui é meu quintal, nesse aqui eu vou fincar a minha bandeira.' Não", afirmou. (Por Eduardo Simões, em São Paulo)São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-espera-votar-fim-de-escala-6x1-ainda-no-primeiro-semestre-diz-boulos
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