Política

Mais da metade dos brasileiros desaprovam trabalho do Congresso Nacional, diz pesquisa Genial/Quaest

No recorte por renda, aprovação só supera desaprovação entre quem ganha até dois salários; levantamento também mediu opinião popular sobre emendas

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Felipe Moraes
21/07/2025, 14:31 • Atualizado em 21/07/2025, 16:14
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Plenário da Câmara dos Deputados | Divulgação/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Plenário da Câmara dos Deputados | Divulgação/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Nova pesquisa Genial/Quaest aponta que 51% dos brasileiros desaprovam trabalho do Congresso Nacional, enquanto aprovação chega a 42%. Levantamento também mediu opinião popular sobre emendas parlamentares de senadores e deputados: para 82%, esses recursos públicos não chegam a cidades destinadas, por causa de desvios ou corrupção. Dados foram divulgados nesta segunda-feira (21).

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A pesquisa traz recortes de aprovação e desaprovação do Congresso por diversos ângulos. Por sexo, índice de quem aprova é maior no público feminino (44%). No masculino, quem desaprova chega a 55%. Números se aproximam por faixa etária, mas menor aprovação (38%) se situa entre quem tem 60 anos ou mais. Esse grupo também tem maior porcentagem de quem não sabe ou não respondeu (11%).

Por escolaridade e renda familiar, um padrão chama atenção. Aprovação é maior entre quem tem até ensino fundamental (45%) e ganha até dois salários mínimos (47%). Desaprovação maior se encontra nos grupos com ensino superior completo (59%) e renda acima de cinco salários (60%).

Aprovação do Congresso por renda familiar | Reprodução/Genial/Quaest
Aprovação do Congresso por renda familiar | Reprodução/Genial/Quaest

Já no recorte eleitoral, maior desaprovação (55%) está no grupo que não votou ou votou branco/nulo, enquanto maior aprovação (48%) figura entre quem declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aprovação do Congresso por voto em Lula ou Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022 | Reprodução/Genial/Quaest
Aprovação do Congresso por voto em Lula ou Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022 | Reprodução/Genial/Quaest

Esse cenário se revela ligeiramente parecido nos diferentes posicionamentos políticos: quem se diz lulista/petista responde pelo maior índice de aprovação (61%); maiores índices de desaprovação se manifestam entre bolsonaristas (60%) e no grupo de pessoas que se consideram "mais à esquerda" (59%), mas não se veem como lulistas/petistas.

Pesquisa Genial/Quaest sobre avaliação do Congresso foi realizada presencialmente de 10 a 14 de julho, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais. Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e índice de confiança chega a 95%.

Aprovação do Congresso por posicionamento político | Reprodução/Genial/Quaest
Aprovação do Congresso por posicionamento político | Reprodução/Genial/Quaest

Emendas parlamentares

A pesquisa Genial/Quaest sobre Congresso também fez uma série de perguntas a entrevistados sobre emendas parlamentares, tema que tem acirrado Legislativo, governo federal e Judiciário, sobretudo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Apenas 9% acreditam que esses recursos chegam a cidades brasileiras. Já 82% acham que valores são desviados ou alvo de corrupção. Índice de quem não sabe ou não respondeu também atinge 9%.

"Emendas chegam até as cidades ou são desviadas?": recorte por renda familiar | Reprodução/Genial/Quaest
"Emendas chegam até as cidades ou são desviadas?": recorte por renda familiar | Reprodução/Genial/Quaest

Desconfiança sobre destino desse dinheiro público destinado por deputados e senadores a municípios é maior: no sexo masculino (83%), na faixa etária de 35 a 59 anos (83%), entre quem tem ensino superior completo (84%), no grupo com renda familiar acima de cinco salários mínimos (83%), entre quem não votou ou votou branco/nulo em 2022 (84%) e entre pessoas que se dizem "mais à esquerda" (85%), mas não se consideram lulistas/petistas e entre bolsonaristas (85%).

À pergunta "você sabia que deputados e senadores têm R$ 50 bilhões em emendas?", 72% responderam "não", enquanto 27% disseram "sim". Para 46%, parlamentares não deveriam ter emendas, enquanto 38% defendem que congressistas tenham esses recursos.

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