Política

Lula sanciona Orçamento com veto de R$ 5,6 bilhões a emendas de comissões parlamentares

Cortes ocorreram por conta da queda da inflação, afirma Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso

R
Raphael Felice
22/01/2024, 22:16 • Atualizado em 22/01/2024, 22:46
compartilhar
Lula, Pacheco, Lira

Lula, Pacheco, Lira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei Orçamentária Anual de 2024, nesta segunda-feira (22), com cortes de R$ 5,6 bilhões dos recursos previstos para as emendas de comissão (controladas por parlamentares).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A LOA aprovada pelo Congresso Nacional previa um orçamento turbinado de R$ 16,6 bilhões, que foram reduzidos pelo governo federal para o montante de R$ 11 bilhões. Ainda assim, o valor é consideravelmente superior aos R$ 6,9 bilhões para essas emendas aportados em 2023.

Na reunião em que a sanção foi sacramentada, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que tentará buscar alternativas para recompor esse orçamento parlamentar ao longo do ano.

Segundo o líder do governo no Congresso Nacional, o senador Randolfe Rodrigues (Sem Partido-AP), os cortes nas emendas de comissão foram feitos por conta de um motivo “para ser comemorado”, que foi a queda da inflação.

“Uma circunstância em que o Governo e o Congresso temos que celebrar é o fato de termos tido uma inflação menor. Com a inflação menor, temos previsão de receita menor e isso impôs a necessidade de termos alguns vetos”, disse o líder do governo.

O Brasil fechou 2023 em 4,62%. Em 2021 e 2022, o acumulado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi respectivamente R$ 10,06% e 5,79%.

Randolfe disse ainda que a LOA pode ser reajustada ao longo do ano para recuperar parte desses recursos.

“Vamos debater e conversar com o Congresso para encontrar as melhores soluções necessárias. Este foi o veto que foi aposto, mas durante o ano tem o exercício da Lei Orçamentária, nisto podem ter ajustes, recuperação em dispositivo ou outro. O veto foi unicamente em decorrência de uma circunstância, que tanto governo quanto Congresso tem que celebrar que é a menor inflação de 2023”, complementou o senador.

Apesar da justificativa oficial, o governo planeja manter um maior controle do orçamento e fez poucos cortes a verbas e programas destinados ao Poder Executivo. O dinheiro destinado ao novo Programa de Aceleração ao Crescimento (PAC) caiu de R$ 61,3 bilhões para R$ 54 bilhões, percentualmente menor do que a redução das emendas parlamentares.

Anteriormente, os cortes estabelecidos pelo relator do Orçamento, deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), eram de aproximadamente R$ 17 bilhões. O próprio parlamentar avalia que, o Congresso ficou insatisfeito com os cortes, mas vai negociar com o governo contrapartidas para conseguir recompor as perdas orçamentárias nas emendas de comissão.

“Vamos tentar construir junto com o governo como será essa reposição [...] Isso que vamos tentar construir até a próxima sessão do Congresso. Logicamente, se não achar solução, o objetivo dos parlamentares é logicamente derrubar o veto”, afirmou Motta.

O PAC é o principal programa do governo e tem o objetivo de concluir obras de infraestrutura prometidas desde a campanha e manter o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. A peça orçamentária de 2024 estabelece despesas de R$ 5,5 trilhões. A maior parte desses recursos serão destinados ao refinanciamento da dívida pública.

A LOA também reserva um orçamento de R$ 168 bilhões para o Bolsa Família e R$ 218,3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). A peça orçamentária prevê ainda R$ 112,5 bilhões na educação e aumentos ainda na segurança pública e na gestão ambiental.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Irã diz ter fechado Ormuz após novos ataques contra os EUA

Irã diz ter fechado Ormuz após novos ataques contra os EUA

Imagem da notícia: Focus projeta queda de 5,30% para 5,16% do IPCA em 2026

Focus projeta queda de 5,30% para 5,16% do IPCA em 2026

Imagem da notícia: Márcio Poncio deixa prisão após decisão de Moraes

Márcio Poncio deixa prisão após decisão de Moraes

Imagem da notícia: BTG/Nexus: Lula tem 40% contra 34% de Flávio no 1º turno

BTG/Nexus: Lula tem 40% contra 34% de Flávio no 1º turno

Imagem da notícia: Irã diz ter fechado Ormuz após novos ataques contra os EUA

Irã diz ter fechado Ormuz após novos ataques contra os EUA

Imagem da notícia: Focus projeta queda de 5,30% para 5,16% do IPCA em 2026

Focus projeta queda de 5,30% para 5,16% do IPCA em 2026

Imagem da notícia: Márcio Poncio deixa prisão após decisão de Moraes

Márcio Poncio deixa prisão após decisão de Moraes

Imagem da notícia: BTG/Nexus: Lula tem 40% contra 34% de Flávio no 1º turno

BTG/Nexus: Lula tem 40% contra 34% de Flávio no 1º turno

Últimas notícias

Rio proíbe publicidade de bets em espaços públicos

Medida visa proteger a paisagem urbana e reduzir a exposição da população às plataformas de aposta

Bolsa Família: veja o calendário de pagamentos de julho

Calendário segue o número final do NIS e prevê depósitos entre os dias 20 e 31 de julho

Número de mortos por terremotos na Venezuela chega a 4.490

Mais de duas semanas após os terremotos, famílias ainda esperam notícias de parentes desaparecidos

Frio intenso: SP abre abrigo para população de rua

Atendimento começa nesta segunda-feira (13), com alimentação, cobertores e colchões; temperaturas podem chegar a 4°C em regiões do estado

Morre Sam Neill, ator de "Jurassic Park", aos 78 anos

Ator havia revelado que estava recuperado de um câncer após cinco anos de tratamento

Enem 2026: quantas horas estudar?

Especialistas afirmam que qualidade, constância e métodos eficientes de estudo são mais importantes do que longas jornadas diárias