Lula revoga decreto que autorizava estudos para concessão de hidrovias na Amazônia
Governo cita pressão indígena e impactos ambientais como razões para recuo
Hariane Bittencourt, Jessica Cardoso
O presidente Lula no rio Tapajós, no Pará | Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu revogaro decreto12.600, editado em agosto de 2025, que previa a inclusão de três hidrovias da Amazônia no Programa Nacional de Desestatização (PND). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23), após mobilização de povos indígenas contrários à medida.
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A norma autorizava o governo a avançar em estudos para viabilizar a concessão à iniciativa privada de trechos navegáveis nos rios Madeira, Tocantins e Tapajós, que atravessam áreas próximas a territórios indígenas e comunidades tradicionais.
Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, a decisão foi resultado de um processo de diálogo conduzido nas últimas semanas. Ele afirmou que o governo optou por rever a própria medida após ouvir as críticas apresentadas pelas lideranças indígenas. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, participou do anúncio.
“Houve uma mobilização legítima, justa, dos povos indígenas em relação a esse decreto e o governo do presidente Lula tem a capacidade de escuta. O governo do presidente Lula ouve a sociedade. [...] Então, a política do governo de sustentabilidade, preocupação ambiental, segue firme e intacta”, declarou Boulos a jornalistas.
Segundo o ministro, os indígenas relataram preocupação com os possíveis impactos das obras sobre seus territórios, além de efeitos para comunidades quilombolas e ribeirinhas.
Ao ser questionado sobre eventuais danos ambientais e a existência de sítios arqueológicos nas áreas afetadas, Boulos afirmou que esses pontos também foram considerados no processo de revisão e contribuíram para a decisão de revogar a medida.
Lula revoga decreto que autorizava estudos para concessão de hidrovias na AmazôniaGoverno cita pressão indígena e impactos ambientais como razões para recuoPolítica2026-02-23T22:34:54.486ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu revogar o decreto 12.600, editado em agosto de 2025, que previa a inclusão de três hidrovias da Amazônia no Programa Nacional de Desestatização (PND). O anúncio foi feito nesta segunda-feira (23), após mobilização de povos indígenas contrários à medida. A norma autorizava o governo a avançar em estudos para viabilizar a concessão à iniciativa privada de trechos navegáveis nos rios Madeira, Tocantins e Tapajós, que atravessam áreas próximas a territórios indígenas e comunidades tradicionais. Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, a decisão foi resultado de um processo de diálogo conduzido nas últimas semanas. Ele afirmou que o governo optou por rever a própria medida após ouvir as críticas apresentadas pelas lideranças indígenas. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, participou do anúncio. “Houve uma mobilização legítima, justa, dos povos indígenas em relação a esse decreto e o governo do presidente Lula tem a capacidade de escuta. O governo do presidente Lula ouve a sociedade. [...] Então, a política do governo de sustentabilidade, preocupação ambiental, segue firme e intacta”, declarou Boulos a jornalistas. Segundo o ministro, os indígenas relataram preocupação com os possíveis impactos das obras sobre seus territórios, além de efeitos para comunidades quilombolas e ribeirinhas. Ao ser questionado sobre eventuais danos ambientais e a existência de sítios arqueológicos nas áreas afetadas, Boulos afirmou que esses pontos também foram considerados no processo de revisão e contribuíram para a decisão de revogar a medida.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-revoga-decreto-que-autorizava-estudos-para-concessao-de-hidrovias-na-amazonia