Lula e Ratinho Jr. assinam contrato de 30,4 bi para concessão de rodovias no Paraná
Presidente da República e governador paranaense participaram de evento on Palácio do Planalto
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Raphael Felice
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (30), os contratos de concessão dos lotes 1 e 2 de rodovias do chamado Anel de Integração do Paraná, que reúne vias federais e estaduais. A solenidade contou com a presença do governador Ratinho Júnior (PSD) e dos ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Renan Filho, dos Transportes.
Com a assinatura do contrato, o lote 1 do trecho rodoviário será administrado pela Brasil Holding XXI S.A, que vai gerir o ativo como concessionária Via Araucária. Já o lote 2, terá gestão do Consórcio Infraestrutura PR, que vai administrar a rodovia como EPR Litoral Pinheiro. Além de administrar as pistas, as empresas vão investir R$ 30,4 bilhões (somados investimentos e serviços operacionais) nas estradas.
O aporte financeiro irá atender 19 trechos que passam por 40 municípios ,com impacto na vida de 6 milhões de pessoas. “Seja pela facilidade do escoamento da produção, redução do tempo de deslocamento ou pela geração de emprego e renda na região impactada”, diz o governo.
Com a concessão, o planejamento é de que as pistas passem por obras de duplicação, de implementação de terceira faixa, construção de trevos, realização de obras estruturantes para aumentar a qualidade das pistas concedidas, além de investimentos na segurança viária. Além do investimento, caberá às concessionárias assumir a responsabilidade por danos e pela manutenção das rodovias.
Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, cerca de 15 contratos com obras paralisadas estão sendo otimizados pelo governo. Ele ainda afirmou que buscará negociações para atingir 50 novas concessões até o fim do governo.
Segundo Renan Filho, o Brasil tinha em média de cerca de um leilão de concessão por ano até 2022, o que não “dialoga com a necessidade de investimentos do país”.
O governador do Paraná, Ratinho Júnior, explicou que 700km dos 1.100 km de obras serão obras de duplicação, que trarão mais segurança, menos engarrafamento e maior capacidade de cargas nas rodovias. Opositor, Ratinho agradeceu ao presidente Lula e aos ministros pelo caráter técnico das discussões.
“Tenha certeza, presidente Lula, que este projeto é extremamente inovador e que vai de alguma maneira colaborar com novas concessões que o Brasil virá a fazer. Vitorioso no contrato e no preço, os paranaenses passarão a pagar 50% em média do que se pagava no passado. Gratidão por esse projeto ter sido debatido no mais alto nível técnico. Nós não deixamos cair na discussão política este projeto e é por isso que hoje é um projeto bem-sucedido”, disse o chefe Executivo do Paraná.
Perseguição
Na linha das discussões técnicas, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo segue o lema “união e construção” e fez críticas ao governo Bolsonaro que “perseguia” governadores da oposição.
“Este lema carrega o simbolismo de que o governo federal deve unir o país. Temos que dialogar com todos os entes federados, superando aquele passado recente, que ao invés de diálogo e entendimento, o governo federal perseguia governadores e suspendia contratos com estados e municípios opositores, mesmo daquilo que já estava contratado e assinado”, disse Costa.
Lula e Ratinho Jr. assinam contrato de 30,4 bi para concessão de rodovias no ParanáPresidente da República e governador paranaense participaram de evento on Palácio do PlanaltoPolítica2024-01-30T21:30:19.596Z Com a assinatura do contrato, o lote 1 do trecho rodoviário será administrado pela Brasil Holding XXI S.A, que vai gerir o ativo como concessionária Via Araucária. Já o lote 2, terá gestão do Consórcio Infraestrutura PR, que vai administrar a rodovia como EPR Litoral Pinheiro. Além de administrar as pistas, as empresas vão investir R$ 30,4 bilhões (somados investimentos e serviços operacionais) nas estradas. O aporte financeiro irá atender 19 trechos que passam por 40 municípios ,com impacto na vida de 6 milhões de pessoas. “Seja pela facilidade do escoamento da produção, redução do tempo de deslocamento ou pela geração de emprego e renda na região impactada”, diz o governo. Com a concessão, o planejamento é de que as pistas passem por obras de duplicação, de implementação de terceira faixa, construção de trevos, realização de obras estruturantes para aumentar a qualidade das pistas concedidas, além de investimentos na segurança viária. Além do investimento, caberá às concessionárias assumir a responsabilidade por danos e pela manutenção das rodovias. Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, cerca de 15 contratos com obras paralisadas estão sendo otimizados pelo governo. Ele ainda afirmou que buscará negociações para atingir 50 novas concessões até o fim do governo. Segundo Renan Filho, o Brasil tinha em média de cerca de um leilão de concessão por ano até 2022, o que não “dialoga com a necessidade de investimentos do país”. O governador do Paraná, Ratinho Júnior, explicou que 700km dos 1.100 km de obras serão obras de duplicação, que trarão mais segurança, menos engarrafamento e maior capacidade de cargas nas rodovias. Opositor, Ratinho agradeceu ao presidente Lula e aos ministros pelo caráter técnico das discussões. “Tenha certeza, presidente Lula, que este projeto é extremamente inovador e que vai de alguma maneira colaborar com novas concessões que o Brasil virá a fazer. Vitorioso no contrato e no preço, os paranaenses passarão a pagar 50% em média do que se pagava no passado. Gratidão por esse projeto ter sido debatido no mais alto nível técnico. Nós não deixamos cair na discussão política este projeto e é por isso que hoje é um projeto bem-sucedido”, disse o chefe Executivo do Paraná. Perseguição Na linha das discussões técnicas, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que o governo segue o lema “união e construção” e fez críticas ao governo Bolsonaro que “perseguia” governadores da oposição. “Este lema carrega o simbolismo de que o governo federal deve unir o país. Temos que dialogar com todos os entes federados, superando aquele passado recente, que ao invés de diálogo e entendimento, o governo federal perseguia governadores e suspendia contratos com estados e municípios opositores, mesmo daquilo que já estava contratado e assinado”, disse Costa. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-e-ratinho-jr-assinam-contrato-de-30-4-bi-para-concessao-de-rodovias-no-parana
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