Política

Lula culpa impulsionamento pago por repercussão negativa de desfile de Carnaval

Em viagem à Índia e Coréia do Sul, presidente fez apelo para que auxiliares evitem dar peso às críticas da oposição

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Presidente Lula (PT) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR

A ordem do presidente Lula para ministros e auxiliares, que acompanham a missão internacional do governo brasileiro, é que eles evitem alimentar a polêmica sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, no último domingo (15), na Marquês de Sapucaí. A escola, que acabou rebaixada do grupo especial, fez homenagem ao presidente apresentou uma ala com uma sátira à família conservadora.

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Lula ponderou que parte da repercussão negativa ocorreu por causa de impulsionamento pago para conteúdos nas redes sociais, com críticas ao presidente e a agremiação.

Segundo auxiliares do presidente, as críticas, em sua maioria, não foram orgânicas e por isso seria um erro os parlamentares do próprio PT estarem reconhecendo que o desfile poderia aumentar a distância do governo em relação a comunidade evangélica. A Secretaria de Comunicação da Presidência da República (SECOM) repassou a Lula dados sobre o pagamento de conteúdos digitais.

Para o presidente, o desfile não muda o cenário que o PT enfrentou em 2022 quando ele teve que divulgar uma carta ao Povo Evangélico. O mandatário reclamou do chamado "fogo amigo" de assessores do próprio Planalto dando um peso maior ao episódio, e disse que o assunto já faz parte do passado.

Em entrevista ao SBT News, o pastor Levi Araújo, da Igreja Batista, diz que a ironia feita em uma ala da escola Acadêmicos de Niterói sobre o uso da família para o discurso político de conservadores não atingiu todos os segmentos evangélicos da mesma forma. O religioso argumenta, no entanto, que isso atrapalha a aproximação que vinha acontecendo com integrantes do governo - em reuniões que tiveram a participação da primeira-dama, Janja.

Por outro lado, segundo Levi Araújo, o que aconteceu na Sapúcaí não deve fazer Lula e o PT perderem o chamado 'voto evangélico envergonhado', de quem vota na esquerda, mas não diz.

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