Lula critica PL Antifacção aprovado na Câmara: "Enfraquece combate ao crime e gera insegurança jurídica"
Presidente pediu que texto seja analisado "com diálogo e responsabilidade" no Senado; Alessandro Vieira (MDB-SE) vai relatar projeto
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SBT News
19/11/2025, 16:25 • Atualizado em 20/11/2025, 05:28
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (19), em publicação nas redes sociais, que a versão do PL Antifacção aprovada pela Câmara dos Deputados pode enfraquecer o combate ao crime organizado e gerar insegurança jurídica.
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"Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. Do jeito que está, enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei", escreveu o presidente.
A Câmara aprovou o texto-base do Projeto de Lei 5582/2025, o PL Antifacção, nessa terça (18), por 370 votos a favor, 110 contra e 3 abstenções. A proposta segue agora para análise do Senado, onde terá Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator.
O projeto aumenta penas, cria novos crimes, amplia instrumentos de investigação e estabelece regras específicas para líderes de facções e milícias. A iniciativa reúne normas hoje dispersas em diferentes legislações e busca endurecer a atuação do Estado contra o crime organizado.
"O compromisso do Governo do Brasil é com uma agenda legislativa que fortaleça as ações da Polícia Federal, garanta maior integração entre as forças de segurança e amplie o trabalho de inteligência para enfrentar as facções nos territórios onde elas tentam se impor, mas especialmente para atingir as estruturas de comando que sustentam e financiam seus crimes", disse Lula.
O projeto também cria um marco jurídico próprio, o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, para orientar investigações, punições e o confisco de bens ligados às facções.
A proposta chegou ao Congresso em 31 de outubro, logo após a megaoperação do governo do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que deixou 121 mortos. Desde então, o tema se tornou um dos principais focos de disputa política.
Apesar das mudanças feitas por Derrite, o texto final foi votado sem consenso. O relator manteve, por exemplo, o dispositivo que cria o crime de "organização criminosa ultraviolenta", criticado pelo governo por gerar insegurança jurídica.
Após a votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Parlamento entregou uma "resposta dura contra os criminosos" e classificou a aprovação como "uma vitória do Brasil".
Durante a sessão, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o texto relatado por Derrite representa uma "lambança legislativa" e disse esperar que o Senado reverta os pontos considerados prejudiciais pelo governo.
Lula critica PL Antifacção aprovado na Câmara: "Enfraquece combate ao crime e gera insegurança jurídica"Presidente pediu que texto seja analisado "com diálogo e responsabilidade" no Senado; Alessandro Vieira (MDB-SE) vai relatar projetoPolítica2025-11-19T16:25:12.601ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (19), em publicação nas redes sociais, que a versão do PL Antifacção aprovada pela Câmara dos Deputados pode enfraquecer o combate ao crime organizado e gerar insegurança jurídica. "Precisamos de leis firmes e seguras para combater o crime organizado. O projeto aprovado ontem pela Câmara alterou pontos centrais do PL Antifacção que nosso governo apresentou. Do jeito que está, enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica. Trocar o certo pelo duvidoso só favorece quem quer escapar da lei", escreveu o presidente. o PL Antifacção, nessa terça (18), por 370 votos a favor, 110 contra e 3 abstenções. A proposta segue agora para análise do Senado, onde terá Alessandro Vieira (MDB-SE) como relator. O projeto aumenta penas, cria novos crimes, amplia instrumentos de investigação e estabelece regras específicas para líderes de facções e milícias. A iniciativa reúne normas hoje dispersas em diferentes legislações e busca endurecer a atuação do Estado contra o crime organizado. . Lula afirmou que espera que o Senado conduza o debate com diálogo e responsabilidade. "O compromisso do Governo do Brasil é com uma agenda legislativa que fortaleça as ações da Polícia Federal, garanta maior integração entre as forças de segurança e amplie o trabalho de inteligência para enfrentar as facções nos territórios onde elas tentam se impor, mas especialmente para atingir as estruturas de comando que sustentam e financiam seus crimes", disse Lula. Aprovação na Câmara após o plenário rejeitar tentativas da base governista de retirar o projeto da pauta, adiar a votação e retomar o texto enviado originalmente pelo governo. O projeto também cria um marco jurídico próprio, o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, para orientar investigações, punições e o confisco de bens ligados às facções. A proposta chegou ao Congresso em 31 de outubro, logo após a megaoperação do governo do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), que deixou 121 mortos. Desde então, o tema se tornou um dos principais focos de disputa política. Apesar das mudanças feitas por Derrite, o texto final foi votado sem consenso. O relator manteve, por exemplo, o dispositivo que cria o crime de "organização criminosa ultraviolenta", criticado pelo governo por gerar insegurança jurídica. Após a votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Parlamento entregou uma "resposta dura contra os criminosos" e classificou a aprovação como "uma vitória do Brasil". Durante a sessão, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o texto relatado por Derrite representa uma "lambança legislativa" e disse esperar que o Senado reverta os pontos considerados prejudiciais pelo governo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lula-critica-pl-antifaccao-aprovado-na-camara-enfraquece-combate-ao-crime-e-gera-inseguranca-juridica
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