Kalil rejeita falar de Lula ou Flávio: 'Não sou plano B'
Ao SBT News, ex-prefeito de Belo Horizonte afirma que não subirá em palanque presidencial e quer focar propostas para Minas Gerais
Sofia Pilagallo
Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais | Foto: Facebook/@AlexandreKaliloficial - 04.10.2022
Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou ao SBT News que não pretende declarar apoio a nenhum candidato à Presidência da República durante a campanha eleitoral. Segundo ele, a disputa estadual deve se concentrar nos problemas de Minas Gerais, sobretudo no endividamento do estado e na necessidade de retomada dos investimentos.
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Durante participação no Poder Expresso desta quinta-feira (13), Kalil afirmou que não fará recomendação aos eleitores e disse que seu voto será secreto. O ex-prefeito defendeu que os mineiros escolham livremente entre os candidatos ao Planalto e concentrou as críticas no que considera falta de desenvolvimento do estado nos últimos anos.
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"Eu não vou recomendar. Meu voto é secreto. Se quiser votar no Lula ou no Bolsonaro, que vote. Eu quero que o eleitor mineiro avalie os 13 anos que nós passamos. São Paulo está fazendo túnel no mar, ligando Santos ao Guarujá. A Bahia está fazendo uma ponte em cima do mar, ligando Itaparica a Salvador, e nós não conseguimos nem duplicar uma estrada. Então, o nosso papo é Minas Gerais", disse.
"Minas Gerais não pode simplesmente ser palanque para presidente da República. Está na hora do mineiro escolher seu governador. Nós temos aí 12 anos desastrosos no estado, com uma dívida de R$ 200 bilhões. (...) Nós temos que apresentar soluções, mostrar o que nós somos, o que nós fomos e o que nós fizemos", acrescentou.
Kalil apontou a dívida do estado como o principal desafio de uma eventual gestão e defendeu uma nova negociação com o governo federal, independentemente de quem vencer a eleição presidencial. Na avaliação dele, a relação entre Minas e a União deve ser institucional, sem que divergências políticas impeçam a busca por um acordo.
O candidato também procurou se distanciar da associação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que nunca foi a primeira opção do petista para a disputa mineira e citou o senador Rodrigo Pacheco e a prefeita de Contagem, Marília Campos, como nomes que teriam sido considerados anteriormente pelo campo governista.
"Nunca fui o candidato do Lula. O candidato do Lula era o senador Rodrigo Pacheco. Todos sabem disso, o Brasil assistiu reiteradamente o presidente Lula dizendo que Pacheco era o candidato do PT em Minas Gerais", afirmou. "Não sou plano B. Fui prefeito bem avaliado, fui o prefeito mais votado da história de Belo Horizonte na minha reeleição."
O ex-prefeito afirmou que não avalia a ausência desse apoio como positiva ou negativa e voltou a dizer que pretende centrar a disputa em propostas e no histórico da administração municipal. Ao defender sua experiência, Kalil citou uma obra de contenção realizada na região do Vilarinho, em Belo Horizonte, área historicamente atingida por enchentes.
"Se eu quisesse ser o candidato do presidente Lula, eu seria. Eu não quero, eu quero fazer uma campanha independente para o governo de Minas. Quero apresentar propostas e mostrar o que eu fiz como prefeito de Belo Horizonte. Eu fiz a maior obra de contenção dos últimos 40 anos no bairro Vilarinho", disse.
Kalil negou ter ficado magoado por ter sido tratado como uma alternativa na articulação política para a eleição estadual. Segundo ele, a crítica é dirigida à forma como partidos e lideranças conduzem negociações e alianças eleitorais, que classificou como "embrulhos" e "trapalhadas que os políticos fazem".
O candidato também rebateu a avaliação de que seria contrário a privatizações. Para ele, a posição depende da situação financeira e estratégica de cada empresa pública, e companhias que geram receita ao estado, como Copasa e Cemig, não deveriam ser vendidas apenas por uma orientação ideológica.
Kalil rejeita falar de Lula ou Flávio: 'Não sou plano B'Ao SBT News, ex-prefeito de Belo Horizonte afirma que não subirá em palanque presidencial e quer focar propostas para Minas GeraisPolítica2026-08-13T21:39:31.371ZAlexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou ao SBT News que não pretende declarar apoio a nenhum candidato à Presidência da República durante a campanha eleitoral. Segundo ele, a disputa estadual deve se concentrar nos problemas de Minas Gerais, sobretudo no endividamento do estado e na necessidade de retomada dos investimentos. Durante participação no Poder Expresso desta quinta-feira (13), Kalil afirmou que não fará recomendação aos eleitores e disse que seu voto será secreto. O ex-prefeito defendeu que os mineiros escolham livremente entre os candidatos ao Planalto e concentrou as críticas no que considera falta de desenvolvimento do estado nos últimos anos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "Eu não vou recomendar. Meu voto é secreto. Se quiser votar no Lula ou no Bolsonaro, que vote. Eu quero que o eleitor mineiro avalie os 13 anos que nós passamos. São Paulo está fazendo túnel no mar, ligando Santos ao Guarujá. A Bahia está fazendo uma ponte em cima do mar, ligando Itaparica a Salvador, e nós não conseguimos nem duplicar uma estrada. Então, o nosso papo é Minas Gerais", disse. "Minas Gerais não pode simplesmente ser palanque para presidente da República. Está na hora do mineiro escolher seu governador. Nós temos aí 12 anos desastrosos no estado, com uma dívida de R$ 200 bilhões. (...) Nós temos que apresentar soluções, mostrar o que nós somos, o que nós fomos e o que nós fizemos", acrescentou. Kalil apontou a dívida do estado como o principal desafio de uma eventual gestão e defendeu uma nova negociação com o governo federal, independentemente de quem vencer a eleição presidencial. Na avaliação dele, a relação entre Minas e a União deve ser institucional, sem que divergências políticas impeçam a busca por um acordo. O candidato também procurou se distanciar da associação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que nunca foi a primeira opção do petista para a disputa mineira e citou o senador Rodrigo Pacheco e a prefeita de Contagem, Marília Campos, como nomes que teriam sido considerados anteriormente pelo campo governista. "Nunca fui o candidato do Lula. O candidato do Lula era o senador Rodrigo Pacheco. Todos sabem disso, o Brasil assistiu reiteradamente o presidente Lula dizendo que Pacheco era o candidato do PT em Minas Gerais", afirmou. "Não sou plano B. Fui prefeito bem avaliado, fui o prefeito mais votado da história de Belo Horizonte na minha reeleição." Questionado diretamente se gostaria de ser o candidato apoiado por Lula em Minas, Kalil afirmou que prefere conduzir uma campanha independente. O ex-prefeito também minimizou a falta de contato com o presidente, mas . O ex-prefeito afirmou que não avalia a ausência desse apoio como positiva ou negativa e voltou a dizer que pretende centrar a disputa em propostas e no histórico da administração municipal. Ao defender sua experiência, Kalil citou uma obra de contenção realizada na região do Vilarinho, em Belo Horizonte, área historicamente atingida por enchentes. "Se eu quisesse ser o candidato do presidente Lula, eu seria. Eu não quero, eu quero fazer uma campanha independente para o governo de Minas. Quero apresentar propostas e mostrar o que eu fiz como prefeito de Belo Horizonte. Eu fiz a maior obra de contenção dos últimos 40 anos no bairro Vilarinho", disse. Kalil negou ter ficado magoado por ter sido tratado como uma alternativa na articulação política para a eleição estadual. Segundo ele, a crítica é dirigida à forma como partidos e lideranças conduzem negociações e alianças eleitorais, que classificou como "embrulhos" e "trapalhadas que os políticos fazem". O candidato também rebateu a avaliação de que seria contrário a privatizações. Para ele, a posição depende da situação financeira e estratégica de cada empresa pública, e companhias que geram receita ao estado, como Copasa e Cemig, não deveriam ser vendidas apenas por uma orientação ideológica.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/kalil-rejeita-falar-de-lula-ou-flavio-nao-sou-plano-b
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