"Não compete à Corte analisar o caso do Banco Master", diz Marco Aurélio Mello ao SBT News
Para ministro aposentado, caso do Banco Master pode prejudicar a imagem do STF e impulsionar movimento de impeachment contra ministros.
Leandro Magalhães
22/01/2026, 00:24 • Atualizado em 22/01/2026, 19:17
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Marco Aurélio Mello
O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou nesta quarta-feira (21) ao SBT News que não compete à Corte analisar o caso do Banco Master.
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"Esse caso não deveria estar no Supremo. Tinha que estar na primeira instância. Qual era nosso procedimento, da velha guarda, dos anos 90, no STF? Quando havia um inquérito envolvendo um detentor de foro privilegiado, a gente desmembrava e mandava uma cópia para o cidadão responder no foro competente".
Ao ser questionado se o caso do Banco Master pode prejudicar a imagem do STF e impulsionar um movimento de impeachment contra ministros, Marco Aurélio afirmou que sim.
"Eu ando nas ruas e as pessoas lamentam a postura do STF. Minha tristeza é absoluta. Isso acontece por causa da elasticidade da competência que o Supremo vem adotando. Eu acho que um impeachment [de algum ministro] seria uma tentativa de correção de rumos. Não gosto de ouvir críticas ao STF. Mas é importante dizer que os homens passam, mas a instituição é perene e ela precisa ser preservada".
Durante entrevista ao SBT News, o ministro aposentado relembrou quando ele se declarou impedido, em 1997, de analisar a inabilitação política do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, de quem ele é primo.
"Quando o ex-presidente Collor sofreu o impeachment, ele me chamou. Eu atendi, mas disse ao presidente do Supremo à época que não iria participar da votação sobre o processo dele. Eu acredito que um ministro do STF tem que ser como a mulher de Júlio César: 'Não basta ser, tem que parecer".
"Não compete à Corte analisar o caso do Banco Master", diz Marco Aurélio Mello ao SBT NewsPara ministro aposentado, caso do Banco Master pode prejudicar a imagem do STF e impulsionar movimento de impeachment contra ministros.Política2026-01-22T00:24:30.337ZO ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, afirmou nesta quarta-feira (21) ao SBT News que não compete à Corte analisar o caso do Banco Master. "Esse caso não deveria estar no Supremo. Tinha que estar na primeira instância. Qual era nosso procedimento, da velha guarda, dos anos 90, no STF? Quando havia um inquérito envolvendo um detentor de foro privilegiado, a gente desmembrava e mandava uma cópia para o cidadão responder no foro competente". Ao ser questionado se o caso do Banco Master pode prejudicar a imagem do STF e impulsionar um movimento de impeachment contra ministros, Marco Aurélio afirmou que sim. "Eu ando nas ruas e as pessoas lamentam a postura do STF. Minha tristeza é absoluta. Isso acontece por causa da elasticidade da competência que o Supremo vem adotando. Eu acho que um impeachment [de algum ministro] seria uma tentativa de correção de rumos. Não gosto de ouvir críticas ao STF. Mas é importante dizer que os homens passam, mas a instituição é perene e ela precisa ser preservada". Durante entrevista ao SBT News, o ministro aposentado relembrou quando ele se declarou impedido, em 1997, de analisar a inabilitação política do ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, de quem ele é primo. "Quando o ex-presidente Collor sofreu o impeachment, ele me chamou. Eu atendi, mas disse ao presidente do Supremo à época que não iria participar da votação sobre o processo dele. Eu acredito que um ministro do STF tem que ser como a mulher de Júlio César: 'Não basta ser, tem que parecer".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/impeachment-no-stf-seria-uma-correcao-de-rumos-diz-marco-aurelio-ao-sbt-news
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