Ibaneis Rocha se despede do cargo de governador do DF para disputar o senado
Emedebista participou de seu último ato à frente do Poder Executivo do estado e deixará posto oficialmente no início da semana

Sofia Pilagallo
O governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), se despediu do cargo neste sábado (28) para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada durante uma solenidade no Palácio do Buriti e formalizada durante a programação de aniversário de Ceilândia, maior região administrativa do DF.
O evento marcou o último ato de Ibaneis à frente do governo do DF, mas ele deixará o cargo oficialmente na segunda (30). Haverá, nesse dia, uma cerimônia de transferência do comando do Poder Executivo para Celina Leão (PP), atual vice-governadora e pré-candidata ao governo do DF.
"Eu escolhi encerrar essa caminhada como governador exatamente aqui em Ceilândia por ser a cidade mais nordestina do Distrito Federal, com a alma de quem criou o DF pelas mãos e pelo suor", afirmou Ibaneis durante uma costelada na Praça da Bíblia.
"Por isso, essa presença hoje, nesta praça que tem um significado muito importante. Não é à toa que ela se chama Praça da Bíblia. Não é à toa que ela se chama Praça da Bíblia", acrescentou.
O afastamento de Ibaneis atende à regra da desincompatibilização eleitoral, exigida para quem ocupa cargo público e pretende concorrer a um mandato eletivo. Assim como ele, outros governadores deixaram o cargo para concorrer a outros mandatos.
Só nesta semana, dois outros governadores renunciaram ao cargo para concorrer ao Senado: Cláudio Castro (PL), que estava à frente do governo do Rio de Janeiro; e Antônio Denarium, que comandava a administração pública de Roraima.
No último domingo (22), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) também renunciou ao cargo para se lançar como pré-candidato à Presidência da República.
Ibaneis Rocha encerra seu ciclo no governo do DF com desgaste político significativo. Nos meses finais, o governo foi pressionado por problemas envolvendo o Banco de Brasília (BRB), com investigações e questionamentos sobre operações financeiras.
Antes disso, em 2023, Ibaneis chegou a ser afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) após os atos golpistas de 8 de janeiro, o que já havia deixado marcas políticas importantes. Mesmo sem responsabilização final, o episódio reforçou críticas sobre sua gestão da segurança.








