Política

Haddad envia a Lula sugestão de reforma do Imposto de Renda

Ministro da Fazenda também falou sobre divergências entre Legislativo e Judiciário após decisão do STF sobre emendas Pix

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Raphael Felice
Fernando Haddad comitê diversidade

Fernando Haddad comitê diversidade

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (20) que apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva as possibilidades de propostas para a reforma do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF). Uma das promessas de campanha de Lula, foi de zerar a cobrança de imposto de renda para quem ganhar até R$ 5 mil.

Durante evento do banco BTG Pactual, o ministro da Fazenda não determinou uma data para envio ao Congresso Nacional dos projetos relacionados ao IR e afirmou que isso pode ser feito em 2025 ou 2026.

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“O presidente vai analisar junto aos outros ministros porque tem impacto político, impacto na comunicação, impacto em todos os lados. Vamos apresentar também para os ministros, e o presidente decide se vai ser este ano, ano que vem ou no outro. Isso já estava sendo estudado dentro da Fazenda, agora é com o governo. A Fazenda fez o trabalho interno, e agora o presidente vai decidir”, disse o ministro.

Haddad também falou sobre o crescimento contínuo da economia brasileira em meio a uma série de erros de análise de economistas. Em 2024, será a quarta vez consecutiva que o Brasil cresce mais do que as previsões do mercado. Segundo Haddad, existe uma "mudança de governança", superior às estimativas feitas.

"Temos que compreender que o Brasil está entrando em um regime novo. Não é pouca coisa o que aconteceu, no sentido da gente criar uma harmonia em torno de um objetivo comum. Muita gente fala que eu vou perder alguma disputa, mas não é assim que funciona a economia. Nós vamos enviar as propostas sabendo que o Congresso vai atuar sobre elas e é um dever do Congresso", frisou.

Haddad também comentou sobre a semana de tensão entre poderes - principalmente entre Legislativo e Judiciário - a respeito da decisão unânime do Supremo Tribunal Federal (STF) de limitar os repasses das emendas parlamentares de transferência especial - as chamadas emendas Pix.

O modelo de repasse foi considerado inconstitucional pelo ministro Flávio Dino, que teve decisão referendada pelo pleno do STF. As emendas Pix ainda podem ser realizadas, mas apenas com destino a obras já iniciadas e em andamento ou a ações para atendimento de calamidade pública formalmente declarada e reconhecida.

"Harmonizá-los [os poderes da República] com objetivos comuns ao que se pretende para o país. A reforma tributária, o novo marco fiscal, essa nova institucionalidade entre os poderes com maior harmonização, que às vezes cria fricção. Estamos saindo de uma semana que tem havido uma fricção, mas o Brasil sairá maior disso. Vamos sentar à mesa e encontrar um caminho para sair maior", disse.

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