Governo faz ofensiva final com senadores por Messias e não vê espaço para negociar dosimetria
Articuladores políticos do Palácio do Planalto dão como certa derrubada de veto de Lula


Eduardo Gayer
Os articuladores políticos do governo federal fazem entre hoje e amanhã uma ofensiva final com senadores pela aprovação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A sabatina e a votação do chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) no Senado estão marcadas para esta quarta-feira (29).
Nesta segunda-feira (27) haverá uma reunião no Palácio do Planalto com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e os líderes do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), para combinar as estratégias finais.
O governo calcula ter os votos necessários para aprovar a indicação de Messias, mas quer uma margem menos apertada. Com o PL fechado pela rejeição e a base governista encaminhada ao voto favorável, a rodada de conversas vai focar nos senadores de centro.
Com todos os esforços voltados para Messias, a "tropa de choque" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não pretende se mobilizar para evitar a derrubada do veto ao projeto de lei da dosimetria, que deve reduzir as penas dos condenados pela trama golpista. A análise interna é que seria uma "batalha perdida", frente à disposição da maioria do Congresso de enterrar o veto presidencial.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou sessão conjunta para esta quinta-feira (30) que terá como pauta única o veto da dosimetria. Com a iminência de derrubada, e possivelmente com margem acima dos 300 votos, o PT se prepara para acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) após a eventual retomada da lei da dosimetria, muito embora com baixa expectativa de vencer a batalha no campo jurídico.










