Política

Governadores criticam ações do governo após reunião sobre queimadas; ministros rebatem

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado disse que União demorou a agir; Rui Costa mostrou surpresa com críticas e afirma que tom na reunião foi ameno

R
Raphael Felice
19/09/2024, 23:12 • Atualizado em 20/09/2024, 01:06
compartilhar
Governadores criticam ações do governo após reunião sobre queimadas; ministros rebatem

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A reunião no Palácio do Planalto sobre queimadas do governo federal com governadores, nesta quinta-feira (19), foi marcada por críticas, mas com alguma compreensão dos chefes executivos estaduais. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), foi o que mais elevou o tom em entrevista coletiva após a reunião comandada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

Insatisfeito, Caiado disparou críticas para todos os lados, que se estenderam não só à 'procrastinação' do governo federal, mas ao modelo político brasileiro.

"O governo federal não estava preparado para o que aconteceu. De repente foi procrastinando e agora vai chegando ao final. Mês de novembro acredito eu que já estará chovendo", disse.

“Precisamos rediscutir o federalismo no Brasil. Brasília não sabe governar o país. Isso é uma ineficiência completa. Dê estrutura pro governador montar essas estruturas avançadas do Corpo de Bombeiros”, disparou. “[O governo federal] não deu conta de resolver no Rio Grande do Sul e não vai resolver as queimadas”, acrescentou.

Em tom mais ameno, Mauro Mendes também fez críticas ao governo. Segundo ele, a reunião desta quinta-feira poderá produzir efeitos apenas em 2025, mas terá pouco efeito prático para este ano.

“Tenho absoluta convicção de que adotando-se essa medida mais dura e mais restritiva, praticamente nós vamos banir alguns crimes ambientais e que esse exemplo possa servir para outros campos também da normativa brasileira, banir alguns tipos de crimes também tão recorrentes e tão persistentes no nosso Brasil”, disse o governador.

Mendes também afirmou que medidas foram tomadas com antecedência no estado com apoio do governo federal, mas a proporção das queimadas, na prática, 'foi muito maior que o efetivamente planejado'.

Tom ameno?

Após a reunião, Rui Costa manifestou surpresa com o tom das críticas dos governadores, principalmente de Ronaldo Caiado. Ele afirmou que durante a conversa a portas fechadas no Palácio do Planalto, as críticas não foram pontuadas da mesma maneira e que teve até agradecimento por parte dos governadores.

Tanto Rui Costa, quanto os governadores frisaram o teor criminoso da maioria dos incêndios causados no país. O ministro da Casa Civil afirmou que questão "basilar" da seca, o caos causado pelos incêndios foi potencializado por incêndios criminosos.

Lei ambiental

Outra crítica dos governadores é sobre a fragilidade das leis ambientais do país. Eles afirmam que incendiários são presos, mas acabam soltos em pouco tempo.

O governador Helder Barbalho (MDB), do Pará, afirmou também que é necessário realizar uma grande campanha para desestimular a cultura de manejo de fogo para limpeza de roças e terrenos, por exemplo. O argumento também foi usado pelos ministros Rui Costa e Marina Silva (Meio Ambiente).

"Defendi que haja um investimento gigantesco para desestimular o manejo de fogo. Outra questão, é que no nosso estado prendemos muitas pessoas [responsáveis por atear fogo nas matas], mas às vezes, em algumas horas, eles eram soltos em audiência de custódia".

Governadores que participaram da reunião:

- Governador do Pará, Helder Barbalho

- Governador do Goiás, Ronaldo Caiado

- Governador do Mato Grosso, Mauro Mendes

- Governador do Amazonas, Wilson Lima

- Governador do Acre, Gladson Cameli

- Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha

- Governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel

- Governador de Tocantins, Wanderlei Barbosa

- Governador de Roraima, Antonio Denarium

- Vice-Governador, Sérgio Gonçalves da Silva – Governo de Rondônia

- Vice-Governador, Antônio Pinheiro Teles Júnior - Governo do Amapá

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Pivotando com Diogo Kobata: do Exército ao mercado digital

Pivotando com Diogo Kobata: do Exército ao mercado digital

Imagem da notícia: MEIs: Governo vai oferecer renegociação de dívidas

MEIs: Governo vai oferecer renegociação de dívidas

Imagem da notícia: Michelle diz ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro

Michelle diz ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro

Imagem da notícia: Assista ao jogo do Brasil de graça no SBT

Assista ao jogo do Brasil de graça no SBT

Imagem da notícia: Pivotando com Diogo Kobata: do Exército ao mercado digital

Pivotando com Diogo Kobata: do Exército ao mercado digital

Imagem da notícia: MEIs: Governo vai oferecer renegociação de dívidas

MEIs: Governo vai oferecer renegociação de dívidas

Imagem da notícia: Michelle diz ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro

Michelle diz ter sido humilhada por Flávio Bolsonaro

Imagem da notícia: Assista ao jogo do Brasil de graça no SBT

Assista ao jogo do Brasil de graça no SBT

Últimas notícias

Jaques Wagner deixa liderança do governo Lula no Senado

Senador vinha sendo pressionado por aliados a abrir mão do cargo após ser alvo da PF por suspeita de envolvimento com Vorcaro e o Master

Asteroide passará perto da Terra neste sábado (27)

Objeto tem até 1,65 km de diâmetro e probabilidade zero de impacto, segundo a ESA

Ministério Público pede acesso a contrato de Neymar com bet

Promotoria de Defesa do Consumidor também pediu cópia de contrato com Virginia em investigação sobre possíveis irregularidades

Ministro do Trabalho diz que Wagner deveria deixar liderança

Para Luiz Marinho, senador é conhecido pela “atuação exemplar", mas afastamento provisório seria a melhor saída enquanto explica relações com o Master

Capital Inicial cancela turnê nos EUA por vistos negados

Shows em Boston, Nova York, Miami e Orlando são suspensos após negativa consular para profissionais da equipe técnica; não há previsão de remarcação

ANP vê queda nos preços de combustíveis após acordo EUA-Irã

Os futuros do Brent, referência para o mercado de petróleo, operam nesta quarta perto de US$ 73/barril, no menor nível desde a véspera do início da guerra