Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais da Presidência da República, declarou em uma publicação das redes sociais que não há base legal para o Projeto de Decreto Legislativo, abrindo espaço para a possibilidade de questionamento na Justiça.
Logo após a aprovação do PDL pelo Congresso, o deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, disse que a Constituição permite que o Legislativo derrube atos do Executivo apenas quando esses atos extrapolam prerrogativas do Executivo – o que, em sua avaliação, não seria o caso da atual discussão do IOF.
O vice-líder do governo Lula no Congresso, deputado Carlos Zarattini, confirmou ao SBT News quea possibilidade de judicialização do assunto segue no radar do Executivo. Zarattini disse que essa é uma possibilidade real e que, na visão dos governistas, o projeto do Congresso "é inconstitucional".
O parlamentar destacou que a Constituição estabelece que o Executivo pode definir alíquotas do IOF. E que, com base nisso, se deputados e senadores aprovam um PDL que não obedece a essa regra, o projeto pode ser classificado como inconstitucional.
Zarattini disse que o governo deve decidir, nos próximos dias, se vai judicializar a questão – o que aumentaria a tensão entre governo e legislativo, e até o próprio STF – ou se vai tentar costurar novos acordos com o centrão.
Derrota expressiva
O deputado disse que há espaço para negociação mesmo diante da derrota expressiva no Congresso – na Câmara, foram 383 votos a favor e 98 contra a derrubada do aumento do IOF. Zarattini disse acreditar, porém, que o debate vai ter de passar "pela negociação das emendas parlamentares". Ele reconhece que as emendas são a principal reclamação dos partidos que fazem parte do centrão.
Base fragmentada
A votação do PDL contrariando a medida do Executivo foi expressiva. Muitos partidos da base, que têm ministérios, votaram de maneira desfavorável ao governo. Zarattini reconheceu esse problema e ressaltou que a diretriz do governo é lembrar que ministros desses partidos da base têm "obrigação" de costurar apoio junto ao governo.
Emendas
Na mesma publicação nas redes sociais, Gleise Hoffmann ressaltou que a derrubada do aumento do IOF vai gerar impacto nas emendas parlamentares.
A derrubada faz com que a receita do governo para 2025 tenha uma perda de R$ 10 bilhões. O bloqueio de R$ 31 bilhões anunciado para cumprir metas fiscais passaria a ser de R$ 41 bilhões. Isso significa que cerca de R$ 2,7 bilhões se somariam aos R$ 7 bilhões de emendas já contingenciados até agora, aumentando a insatisfação no Congresso.
No entanto, esse valor não estaria assustando a oposição. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse ao SBT News que os parlamentares já estão "sofrendo e não recebendo direito as emendas impositivas de 2023" e que, por isso, novos cortes não fariam muita diferença.
Sobre a possível judicialização, o deputado disse que, caso aconteça, espera "ver só a decisão do STF".
Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que "não há qualquer decisão tomada" sobre questionar o PDL e que "todas as questões jurídicas serão abordadas tecnicamente pela AGU após oitiva da equipe econômica".
Governo avalia ir ao STF para reverter derrubada de aumento do IOF, dizem parlamentaresAo SBT News, vice-líder do governo no Congresso afirma que projeto do Congresso é "inconstitucional", mas vê espaço para negociação com parlamentaresPolítica2025-06-26T18:46:27.143ZIntegrantes do governo disseram que avaliam a possibilidade de ir à Justiça contra a decisão do Congresso que na noite de quarta-feira (25). Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais da Presidência da República, declarou em uma publicação das redes sociais que não há base legal para o Projeto de Decreto Legislativo, abrindo espaço para a possibilidade de questionamento na Justiça. Logo após a aprovação do PDL pelo Congresso, o deputado Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, disse que a Constituição permite que o Legislativo derrube atos do Executivo apenas quando esses atos extrapolam prerrogativas do Executivo – o que, em sua avaliação, não seria o caso da atual discussão do IOF. O vice-líder do governo Lula no Congresso, deputado Carlos Zarattini, confirmou ao SBT News que a possibilidade de judicialização do assunto segue no radar do Executivo. Zarattini disse que essa é uma possibilidade real e que, na visão dos governistas, o projeto do Congresso "é inconstitucional". O parlamentar destacou que a Constituição estabelece que o Executivo pode definir alíquotas do IOF. E que, com base nisso, se deputados e senadores aprovam um PDL que não obedece a essa regra, o projeto pode ser classificado como inconstitucional. Zarattini disse que o governo deve decidir, nos próximos dias, se vai judicializar a questão – o que aumentaria a tensão entre governo e legislativo, e até o próprio STF – ou se vai tentar costurar novos acordos com o centrão. Derrota expressiva O deputado disse que há espaço para negociação mesmo diante da – na Câmara, foram 383 votos a favor e 98 contra a derrubada do aumento do IOF. Zarattini disse acreditar, porém, que o debate vai ter de passar "pela negociação das emendas parlamentares". Ele reconhece que as emendas são a principal reclamação dos partidos que fazem parte do centrão. Base fragmentada A votação do PDL contrariando a medida do Executivo foi expressiva. Muitos partidos da base, que têm ministérios, votaram de maneira desfavorável ao governo. Zarattini reconheceu esse problema e ressaltou que a diretriz do governo é lembrar que ministros desses partidos da base têm "obrigação" de costurar apoio junto ao governo. Emendas Na mesma publicação nas redes sociais, Gleise Hoffmann ressaltou que a derrubada do aumento do IOF vai gerar impacto nas emendas parlamentares. A derrubada faz com que a receita do governo para 2025 tenha uma perda de R$ 10 bilhões. O bloqueio de R$ 31 bilhões anunciado para cumprir metas fiscais passaria a ser de R$ 41 bilhões. Isso significa que cerca de R$ 2,7 bilhões se somariam aos R$ 7 bilhões de emendas já contingenciados até agora, aumentando a insatisfação no Congresso. No entanto, esse valor não estaria assustando a oposição. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) disse ao SBT News que os parlamentares já estão "sofrendo e não recebendo direito as emendas impositivas de 2023" e que, por isso, novos cortes não fariam muita diferença. Sobre a possível judicialização, o deputado disse que, caso aconteça, espera "ver só a decisão do STF". + Em nota, a Advocacia-Geral da União (AGU) disse que "não há qualquer decisão tomada" sobre questionar o PDL e que "todas as questões jurídicas serão abordadas tecnicamente pela AGU após oitiva da equipe econômica".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-avalia-ir-ao-stf-para-reverter-derrubada-de-aumento-do-iof-dizem-parlamentares
Reembolsos de tarifas ampliam déficit dos EUA em junho
Devolução de tarifas consideradas ilegais pela Justiça fez déficit federal chegar a US$ 120 bilhões, revertendo superávit registrado no mesmo período de 2025