Política

Governadores lamentam explosões em Brasília; Leite diz que país precisa achar centro de equilíbrio

Governador do Pará, Helder Barbalho (MDB) expressou apoio à democracia e às instituições, e "ódio e nojo" a quem atenta contra o regime

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Guilherme Resck
14/11/2024, 16:37 • Atualizado em 14/11/2024, 20:10
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Episódio em Brasília é investigado pela Polícia Federal (PF) | Bruno Peres/Agência Brasil

Episódio em Brasília é investigado pela Polícia Federal (PF) | Bruno Peres/Agência Brasil

Governadores de sete estados se manifestaram sobre as explosões que ocorreram na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na noite de quarta-feira (13). O homem responsável por detonar as bombas em frente ao Palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) e apontado como proprietário do carro que explodiu nas proximidades da Corte morreu atingido por um dos explosivos.

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), se manifestou na noite de quarta. "O lamentável episódio registrado em frente ao STF nesta noite – ao que tudo indica, um atentado – é condenável sob todos aspectos. O extremismo e o radicalismo estão na origem dos ataques a instituições e ao Estado Democrático de Direito", escreveu no X (antigo Twitter).

"A democracia, com suas qualidades e defeitos, é o maior patrimônio cívico do país e o principal meio para transformar a realidade dos brasileiros. O Brasil precisa encontrar o seu centro de equilíbrio, distante dos extremos que tanto dividem a nossa sociedade", complementou.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), por sua vez, culpou o governo federal pelo caso. "As explosões ocorridas hoje na Praça dos Três Poderes, em Brasília, constituem o retrato de um país que está à deriva. É o que tenho dito há alguns meses: com a falta de comando no país, na ausência de um líder forte, o extremismo e o crime organizado avançam", escreveu no X.

Ele classificou as explosões como "atos terroristas" e chamou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "fraco e apático".

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), expressou apoio à democracia e às instituições, e "ódio e nojo" a quem atenta contra o regime.

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), ressaltou que "vivemos em uma democracia sólida e estável, e não há espaço para intimidação ou medo".

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), disse que "é momento de união nacional para que as instituições permaneçam firmes e o diálogo pacífico prevaleça".

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), afirmou que o episódio "deve servir para fortalecer a defesa do Estado Democrático de Direito, das instituições e do diálogo pacífico para mantermos a união em nosso país".

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), pontuou que "atos de violência não têm lugar em uma sociedade que deseja paz e estabilidade".

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), também se manifestou no X sobre o caso. "Muito grave o que acaba de ocorrer na Praça dos Três poderes e no Anexo 4 da Câmara dos Deputados", escreveu na noite de quarta.

O homem morto na explosão foi identificado como Francisco Wanderley Luiz, que disputou o cargo de vereador em 2020 pelo Partido Liberal (PL), em Santa Catarina, e recebeu 98 votos. O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), não se manifestou sobre o episódio em Brasília. O caso é investigado pela Polícia Federal (PF). O relator no Supremo Tribunal Federal (STF) será o ministro Alexandre de Moraes.

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