Gleisi minimiza pré-candidatura de Caiado e prevê disputa concentrada entre Lula e Flávio Bolsonaro
Ministra avalia que governador de Goiás terá papel "periférico" em cenário polarizado e diz que decisão sobre sua sucessão ainda não foi tomada


Hariane Bittencourt
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (30) que a pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) ao Palácio do Planalto não representa ameaça à reeleição de Lula (PT). Para ela, o governador de Goiás tem perfil agressivo e ficará "na periferia da eleição".
"O Caiado é uma figura mais agressiva, eu diria. Não sei como vai ser o comportamento da extrema direita com ele, do agronegócio com ele, com o Flávio [Bolsonaro]. Mas eu acho que num quadro com nós estamos, de polarização, é muito difícil seja quem seja na terceira via ter um espaço maior. As coisas estão muito consolidadas. Acho que vai ficar muito na periferia da eleição", disse a jornalistas no Palácio do Planalto.
Gleisi defendeu a postura adotada por Lula no período pré-eleitoral e as respostas que o petista tem dado às investidas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Planalto. "Ele tem reagido. O que falta é a organização da pré-campanha que não cabe ao governo, cabe ao partido. Cabe ao PT com os partidos aliados", pontuou.
Questionada sobre quem irá substituí-la no comando da pasta responsável pela articulação política, a ministra desconversou e disse que o martelo final será batido por Lula nos próximos dias. "O presidente ainda está definindo", disse. Gleisi deixará o governo para concorrer ao Senado pelo Paraná.
Antes decidido por Olavo Noleto, atual secretário-executivo do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável), a tendência é que o petista opte por um parlamentar com experiência política para o cargo.
O SBT News pediu a posição do pré-candidato Ronaldo Caiado, mas até o momento ele não se pronunciou. Caso ele se posicione, o texto será atualizado








