Política

Gleisi Hoffmann (PT) admite que pretende se candidatar ao senado, caso Moro seja cassado

TRE-PR retoma julgamento do senador nesta segunda (8); placar está empatado em 1x1

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Bruna Macedo
08/04/2024, 11:57 • Atualizado em 08/04/2024, 12:24
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Gleisi Hoffmann (PT) admite que pretende se candidatar ao senado, caso Moro seja cassado

A líder nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, afirmou neste domingo que gostaria de concorrer à cadeira do senador Sergio Moro (União Brasil), caso ele seja destituído pela Justiça Eleitoral.

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Em entrevista à Rádio Itatiaia, Gleisi declarou que o PT apresentará um candidato nessa situação e demonstrou interesse em se candidatar. "Meu nome está entre os relatados, porém, é necessário debater internamente com o partido e os outros parceiros para determinar a estratégia mais detalhada", disse.

O PT de Gleisi e Lula, juntamente com o PL de Jair Bolsonaro, são os autores do processo que questiona a campanha realizada por Moro. O ex-juiz da Operação Lava Jato é acusado de ter cometido abuso de poder econômico e caixa dois durante as eleições de 2022.

De acordo com os partidos, Moro teve uma vantagem injusta na corrida pelo Senado devido ao fato de ter realizado, nos meses anteriores, uma pré-campanha presidencial que envolveu despesas superiores a R$ 2 milhões. Essa ação teria aumentado sua visibilidade em relação aos seus concorrentes.

Se os desembargadores do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) considerarem as acusações procedentes, Moro pode ter a candidatura cassada, além de enfrentar punição pessoal: ele pode ficar inelegível por oito anos.

A decisão do TRE-PR, no entanto, ainda não será definitiva, porque cabe recurso no TSE, que tomará a decisão final. Ou seja, o resultado da votação que será retomada nesta segunda ainda pode ser contestado.

Para Kennedy Diógenes, advogado e especialista em direito eleitoral, ''se, por um lado, houve uma superexposição do candidato ao se divulgar para dois cargos diferentes, por outro, a legislação eleitoral não exige, dos concorrentes, uma prestação de contas da pré-campanha, o que faz surgir uma área cinzenta quando se trata dos limites e obrigações nesta fase anterior ao período de propaganda''.

O especialista ainda considera que, ''caso seja cassado, o precedente de Moro servirá de alerta para o fenômeno do downgrade, que é muito comum na democracia brasileira, podendo colocar em cheque estratégias eleitorais de visibilidade e valorização de filiados em todo país. Qualquer que seja o resultado, é certo que trará ensinamentos preciosos para os envolvidos e estabelecerá parâmetros claros do que pode ou não pode se fazer na pré-campanha, engrandecendo o Direito Eleitoral''.

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