Política

Gleisi confirma reorganização da base aliada e nega que medida seja “uma represália”

Ministra diz que parlamentares que votaram contra orientação do Planalto perderão indicações; trocas acontecem dias após derrota da MP alternativa ao IOF

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Basília Rodrigues , Jessica Cardoso
13/10/2025, 20:20 • Atualizado em 13/10/2025, 22:27
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A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou nesta segunda-feira (13) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai reorganizar sua base aliada após derrotas em votações no Congresso Nacional. No entanto, ponderou que a medida “não é uma represália”.

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“Quem quer ficar no governo, ter pessoas indicadas no governo, tem que votar com o governo. Não é uma retaliação. Não é uma caça as bruxas. Não é nada disso. É apenas reorganizar a base. Precisamos reorganizar porque vamos ter o Orçamento no ano que vem e vamos precisar de recursos, que financiam toda a estrutura do Estado”, declarou a ministra em entrevista exclusiva ao programa Poder Expresso, do SBT News.

Segundo Gleisi, o governo do presidente Lula articulou para que os partidos considerados aliados votassem a favor das propostas. “Infelizmente, muitos desses partidos tiveram um posicionamento contrário”, disse.

Questionada sobre como a reestruturação será feita, a ministra confirmou que haverá mudanças nas indicações de cargos comissionados.

“As indicações desses parlamentares para ocupar cargos comissionados no governo vão ser retiradas. Vamos realocar essas indicações para aqueles que estão no governo [...] Não é uma represália. [...] Somos o governo, precisamos dar repostas a sociedade e precisamos do Congresso Nacional. Então, se os parlamentares querem participar do governo, seja através de indicações de pessoas para assumir cargos, [seja por meio] de recursos, eles têm que ser governo”, disse.

Apesar disso, Gleisi ressaltou que o diálogo com os partidos será mantido. “Não estamos aqui dizendo que estamos cortando diálogo. Nada disso. Vamos conversar com os líderes, com os partidos, mas se quiserem continuar, tem que reavaliar a postura”, afirmou.

Ainda, ao ser questionada se o "mapeamento" acabou, ela disse que não e deve durar até o fim desta semana. "Vamos aproveitar isso para arrumar a base aliada do governo. Estamos passando um olhar por todos os órgãos. Ainda não terminamos esse mapeamento, já foram alguns [demitidos]. Tem gente nos procurando pra conversar e nós vamos conversar de forma direta. Você tem uma pessoa que vive na sua casa, come da comida, mas não é legal com você, qual tem de de ser a reação?", acrescentou.

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