Política

Fraudes no INSS: governo pretende assumir controle de CPMI para rebater oposição

PT avalia apoiar Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e tomar postos chaves

R
Rafael Porfírio
16/05/2025, 12:15 • Atualizado em 17/05/2025, 00:20
compartilhar

Na estrada da política, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu que o bloqueio seria inviável. A oposição colocou no caminho uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com mais de 250 assinaturas e apoio suficiente para furar qualquer pneu governista. A solução? Ao invés de bater de frente ou tentar dar ré, a base aliada fez o retorno e agora tenta assumir o controle da comissão.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Até semana passada, o plano do governo era o de pressionar parlamentares para retirarem assinaturas e impedir a criação da CPMI. Mas com o presidente do Senado e Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) indicando que o caminho estava livre demais para ser bloqueado, os aliados do Planalto recalcularam a rota. O novo destino? Garantir a presidência e, principalmente, a relatoria da CPMI. O nome que aparece no GPS do governo é o da deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O senador Rogério Carvalho (SE), líder do PT no Senado, reforçou essa guinada de rota com discurso afinado.

"Na condição de líder do PT, nós vamos defender que o partido participe dessa CPI. Mas não uma CPI para avaliar e fazer disputa e palanque eleitoral, mas para investigar e apontar os responsáveis e botar na cadeia aqueles que roubaram aposentados e pensionistas do INSS", declarou durante audiência da Comissão de Transparência, que, nessa quinta-feira (15), recebeu o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

Na prática, o governo tenta transformar um possível acidente político numa chance de dirigir a narrativa e quem sabe estacionar a crise em um terreno mais favorável.

Do outro lado da estrada, o senador Eduardo Girão (Novo-CE), um dos condutores do pedido de CPMI, disse que o Planalto tenta repetir uma velha prática: tomar conta da CPI para esvaziá-la politicamente ou ao menos desviar a atenção para um retrovisor que aponta para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Só espero que não sabotem, não boicotem como fizeram na CPMI do dia 8 de janeiro, quando tomaram a presidência, tomaram a relatoria, para não deixar aprovar o requerimento de quebra de sigilo e de uma série de situações", destacou o senador.

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, até ligou o pisca-alerta. Disse não ser contra a criação da Comissão, mas teme que ela possa interferir no trabalho do Executivo.

"Temo que a investigação parlamentar possa atrapalhar as apurações em andamento ou até mesmo atrasar o ressarcimento das vítimas", afirmou.

O regimento comum do Congresso Nacional é claro: com a assinatura de pelo menos um terço dos deputados e um terço dos senadores, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito está automaticamente instituída.

A instalação da CPMI deve ocorrer apenas em junho, após a leitura do requerimento em sessão marcada para 27 de maio. Mas Alcolumbre, em uma tática mais sutil, pode adiar a sessão conjunta do Congresso.

Enquanto isso, a oposição tenta colar o escândalo no governo. Já os aliados de Lula aceleram para ocupar os espaços e garantir que, se a estrada está esburacada, ao menos esteja do lado do motorista e, não, no banco de trás.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Irã diz que vai restabelecer acesso à internet no país

Irã diz que vai restabelecer acesso à internet no país

Imagem da notícia:  Cartão Top de transporte amplia emissão na Grande São Paulo

Cartão Top de transporte amplia emissão na Grande São Paulo

Imagem da notícia: Convenções terão de ser atualizadas 60 dias após fim da 6x1

Convenções terão de ser atualizadas 60 dias após fim da 6x1

Imagem da notícia: México receberá seleção do Irã na Copa após recusa dos EUA

México receberá seleção do Irã na Copa após recusa dos EUA

Imagem da notícia: Irã diz que vai restabelecer acesso à internet no país

Irã diz que vai restabelecer acesso à internet no país

Imagem da notícia:  Cartão Top de transporte amplia emissão na Grande São Paulo

Cartão Top de transporte amplia emissão na Grande São Paulo

Imagem da notícia: Convenções terão de ser atualizadas 60 dias após fim da 6x1

Convenções terão de ser atualizadas 60 dias após fim da 6x1

Imagem da notícia: México receberá seleção do Irã na Copa após recusa dos EUA

México receberá seleção do Irã na Copa após recusa dos EUA

Últimas notícias

Setor digital vê risco em decreto de Lula sobre internet

Carta aberta de entidades aponta riscos à liberdade de expressão, aumento de custos e insegurança jurídica nas novas regras do Marco Civil

Transição total para jornada de 40h será de 1 ano, diz Motta

Relator da PEC informou que em 60 dias entra em vigor o fim da escala 6x1, com jornada de 42 horas

Quem paga adaptações para carros elétricos em condomínios?

O Brasil ainda não possui uma lei geral de condomínios voltada exclusivamente para a instalação de carregadores

Faustão é internado em São Paulo para procedimento médico

Apresentador fará a retirada de uma sonda gástrica

Financial Times: Dark Horse vira comédia e ameaça Flávio

Jornal britânico cita ligação de senador com o banqueiro Daniel Vorcaro

Virada Cultural SP: evento reúne 4,8 mi pessoas, diz FGV

Pesquisa aponta que festival movimentou R$ 1,1 bilhão na economia paulistana