Política

Flávio é incluído na defesa de Bolsonaro e passa a ter acesso a autos da trama golpista

Senador é inscrito na OAB do Rj e do DF; agora, poderá apresentar petições a acompanhar processos que envolvem o pai

Imagem da noticia Flávio é incluído na defesa de Bolsonaro e passa a ter acesso a autos da trama golpista
Bolsonaro e o filho, o senador Flávio | Divulgação/PSL

O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a integrar a equipe de defesa do pai, Jair Bolsonaro (PL), a partir desta segunda-feira (2). O pedido para incluí-lo foi feito por Paulo Cunha Bueno, que chefia o time de advogados do ex-presidente.

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A decisão habilita Flávio a participar das estratégias processuais da defesa, além de poder acessar os autos na íntegra, acompanhar andamentos processuais e protocolar petições. Ele é inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

O processo em questão é o que condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na trama que pretendia mantê-lo na Presidência e impedir a sucessão para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além de Flávio e Cunha Bueno, a defesa também é composto pelo crimininalista Celso Vilardi, responsável por representá-lo nos julgamentos da trama na Primeira Turma do STF, e por Adolfo Sachsida, que integrou a equipe econômica e chefiou o Ministério de Minas e Energia no último governo.

Bolsonaro foi considerado culpado pelos crimes de liderança de organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

O ex-presidente está preso desde a metade de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, espaço conhecido como Papudinha. Nesta segunda (2), ele teve um pedido de transferência para a prisão domiciliar negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

Moraes julgou improcedente as alegações da defesa de que o espaço não é adequado para o tratamento médico de Bolsonaro. Um dos motivos citados são as frequentes visitas recebidas de aliados, sempre mediante autorização prévia do Supremo. Flávio, como filho, já não precisava dessa permissão.

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