Flávio Bolsonaro diz que cenário político vai pesar na sabatina de Messias e que votação está indefinida
O pré-candidato à Presidência disse não acreditar na previsão de 48 votos favoráveis à indicação de Jorge Messias ao STF

Valentina Moreira
Ighor Nóbrega
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse nesta terça-feira (28) que a sabatina de Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), está indefinida e que percebe "insegurança" de parlamentares em relação à aprovação do advogado-geral da União ao cargo de ministro da Corte.
Segundo o pré-candidato à Presidência, o cenário político atual vai pesar na sabatina. Ele citou o veto ao PL da dosimetria, a queda na popularidade do governo Lula (PT), os "excessos do Supremo" e a proximidade das eleições de outubro.
"Não é só o perfil que vai pesar, é o cenário político", declarou Flávio. "O que vai ser avaliado é o filme dele: muito próximo ao PT, lealdade muito grande a Lula e Dilma. O histórico de vida dele que vai pesar", completou o senador.
Flávio rechaçou a possibilidade de a religião de Messias influenciar a votação de parlamentares da oposição. Messias é evangélico e recebeu o apoio do ministro André Mendonça, indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pré-candidato ao Planalto negou estar articulando pela rejeição à nomeação do atual advogado-geral da União. Flávio disse que apenas declarou seu voto contrário, mas que o combinado da oposição é que cada senador vote “conforme sua consciência”.
"Eu já tenho declarado publicamente que eu voto contra", declarou.
Ele é suplente na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde será realizada a sabatina, mas afirmou que pretende ir à audiência no colegiado. Flávio confirmou que estará no plenário para votação caso Messias seja aprovado na comissão.
Caso faça perguntas ao indicado, o senador afirmou que pode abordar a imunidade parlamentar e a constitucionalidade da anistia.
Por fim, o senador disse não acreditar no cálculo do AGU de que tem 48 votos assegurados no plenário — ele precisa de 41 para se tornar ministro do Supremo. Para o filho "01" de Bolsonaro, qualquer palpite neste momento é "chute".
Veto à dosimetria
Flávio Bolsonaro declarou também que vai discutir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a votação do veto do governo Lula ao PL da dosimetria. O encontro ainda não tem data marcada.
"Falamos da importância de derrubar esse veto, tem um detalhe importante que é em relação ao tempo de pena cumprido para que a pessoa tenha o benefício à progressão do regime, que está antagônico ao que aprovamos na Lei Antifacção", afirmou.
O objetivo da oposição é modificar o texto para contemplar ao benefício apenas os condenados pelo 8 de janeiro, evitando um choque com as medidas de progressão de regime descritas na Lei Antifacção.









