Flávio Bolsonaro defende anistia a presos pelo 8/1 e projeta vitória nas eleições ao lado do pai
Senador participou de evento em Porto Alegre e afirmou que Congresso deve aprovar projeto para beneficiar condenados por atos golpistas
Guilherme Fadanelli
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu a anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 durante agenda em Porto Alegre (RS), nesta semana.
O parlamentar esteve na capital gaúcha neste sábado (11) para participar do lançamento da pré-candidatura de Luciano Zucco ao governo do estado.
Durante o evento, Flávio afirmou que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e também de pessoas condenadas pelos ataques de 8 de janeiro.
“Se Deus permitir, vamos vencer essa eleição no primeiro turno. Já há projetos em tramitação no Congresso Nacional que tratam de uma espécie de — não exatamente uma anistia —, mas de ‘zerar o jogo’ para fazer justiça. Não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas essas pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”, afirmou.
“A anistia é de competência exclusiva do Congresso Nacional, e as ameaças de um ou outro não vão se sustentar após as eleições de outubro. O Congresso vai aprovar esse projeto de lei, com uma redação que atenda a todos”, completou.
Alcolumbre convoca sessão para o fim de abril
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), marcou para o dia 30 de abril a sessão que vai analisar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto sobre a dosimetria das penas.
O texto em discussão não extingue as punições, mas prevê a redução das penas para condenados por atos antidemocráticos — o que pode beneficiar aliados do ex-presidente.
Disputa presidencial
O senador também comentou o cenário eleitoral e a presença de múltiplos candidatos de centro-direita na disputa pela Presidência.
“Com vários candidatos de centro-direita, podemos mostrar a verdade. Tenho certeza de que a rejeição ao presidente Lula, diante disso, será ainda maior. Por isso, confio que o povo brasileiro vai tomar a decisão correta”, disse.









