Política

Flávio Bolsonaro aguarda aceno do Centrão e planeja definir vice até maio

Candidato teme que partidos, entre os quais o União, PP e Republicanos, fiquem “com um pé em cada canoa”

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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Senado Federal

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve acelerar nos próximos dias as articulações em busca de ampliar o apoio de partidos à sua candidatura à Presidência da República.

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O filho Zero Um de Jair Bolsonaro anunciou em dezembro que seria o herdeiro político do pai, mas, até o momento, nenhum partido aderiu à campanha. A cadeira de vice-presidente na chapa deve ser usada como um chamariz para esse apoio.

Estrategistas da campanha afirmam que a definição do vice será essencial para que seja batido o martelo dos palanques regionais. Pelos cálculos iniciais, a expectativa é a de que o parceiro de Flávio na chapa seja anunciado em até três meses.

Um dos impasses diz respeito ao União Brasil e ao Progressistas, que trabalham para formar uma federação, firmando-se como a maior legenda da Câmara dos Deputados.

Aliados de Flávio afirmam que se a agremiação aderir à campanha, é “natural” que, dado o tamanho e a relevância, ela tenha a possibilidade de indicar a cadeira de vice na chapa presidencial. Entre os nomes cotados estão o da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o do deputado Guilherme Derrite (PP-SP).

No entanto, o União Brasil trabalha, por exemplo, para filiar o senador Rodrigo Pacheco, hoje no PSD, e lançá-lo ao governo de Minas Gerais. Essa aliança no segundo maior colégio eleitoral do país dificultaria um acordo com o PL de Flávio Bolsonaro.

O senador também aguarda uma decisão do Republicanos e espera que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, encampe um trabalho interno em prol de sua candidatura.

O receio de interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro é o de que os partidos do Centrão evitem apoiar formalmente a chapa majoritária. Segundo um aliado de Flávio, o “jogo mais confortável do Centrão é o de não se firmar em nenhum lado e botar um pé em cada canoa”.

Neste caso, o nome do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ganha força como uma opção para compor uma aliança com Flávio Bolsonaro. Também candidato à Presidência, porém, Zema vem dizendo que não pretende abrir mão da disputa ao Planalto.

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