Flávio ao STF: Moraes não tem "aparência de imparcialidade"
Equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro foi ao STF pela primeira vez
Basília Rodrigues
O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e o ministro do STF Alexandre de Moraes | Geraldo Magela/Agência Senado e Rosinei Coutinho/STF
Ao pedir que Alexandre de Moraes não julgue processo relacionado ao banco Master, a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro não cumpre a “teoria da aparência de imparcialidade”.
Na prática, argumenta que não basta Moraes dizer que é imparcial, também tem que parecer. A teoria, destaca a defesa de Flávio, foi desenvolvida no direito processual norte-americano e consagrada no Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
“Não é suficiente que juízes sejam imparciais: o público deve percebê-los como tal”, diz a peça assinada pelo advogado Tracy Reinaldet, que já atuou em causas no STF no processo da Lava Jato.
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Em fevereiro, o advogado venceu processo em que Flávio questionava publicações do PT que relacionavam o senador com o caso Master. A decisão veio da Justiça de Brasília.
Essa é a primeira vez que a equipe jurídica de campanha de Flávio age no Supremo Tribunal Federal, antes mesmo de qualquer apuração contra ele começar a tramitar.
Moraes relata caso contra Flávio envolvendo Master
Moraes, relator do caso, ainda não decidiu se vai acolher o pedido apresentado por políticos governistas contra Flávio pela associação com financiamento do Master.
Entre as estratégias da defesa do senador, a intenção é mostrar que a permanência de Alexandre de Moraes em qualquer caso que cite Master compromete a imagem de todo o Tribunal.
A defesa de Flávio chega a citar frase do presidente da corte, Edson Fachin, durante palestra em que ele disse que um magistrado deve se comportar "de modo a preservar a honra, a dignidade e a independência da função jurisdicional".
Flávio ao STF: Moraes não tem "aparência de imparcialidade"Equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro foi ao STF pela primeira vezPolítica2026-06-05T23:14:09.698ZAo pedir que Alexandre de Moraes não julgue processo relacionado ao banco Master, a defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o ministro não cumpre a “teoria da aparência de imparcialidade”. Na prática, argumenta que não basta Moraes dizer que é imparcial, também tem que parecer. A teoria, destaca a defesa de Flávio, foi desenvolvida no direito processual norte-americano e consagrada no Tribunal Europeu de Direitos Humanos. “Não é suficiente que juízes sejam imparciais: o público deve percebê-los como tal”, diz a peça assinada pelo advogado Tracy Reinaldet, que já atuou em causas no STF no processo da Lava Jato. Advogado venceu caso contra PT Em fevereiro, o advogado venceu processo em que Flávio questionava publicações do PT que relacionavam o senador com o caso Master. A decisão veio da Justiça de Brasília. Essa é a primeira vez que a equipe jurídica de campanha de Flávio age no Supremo Tribunal Federal, antes mesmo de qualquer apuração contra ele começar a tramitar. Moraes relata caso contra Flávio envolvendo Master Moraes, relator do caso, ainda não decidiu se vai acolher o pedido apresentado por políticos governistas contra Flávio pela associação com financiamento do Master. Entre as estratégias da defesa do senador, a intenção é mostrar que a permanência de Alexandre de Moraes em qualquer caso que cite Master compromete a imagem de todo o Tribunal. A defesa de Flávio chega a citar frase do presidente da corte, Edson Fachin, durante palestra em que ele disse que um magistrado deve se comportar "de modo a preservar a honra, a dignidade e a independência da função jurisdicional".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-ao-stf-moraes-nao-tem-aparencia-de-imparcialidade
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