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Aviões da FAB chegam a Manaus para combater incêndios

Dois Embraer KC-390 pousaram neste domingo e começam a atuar na segunda-feira, com previsão inicial de lançar cerca de 36 mil litros de água sobre as chamas

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Duas aeronaves Embraer KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) pousaram na Base Aérea de Manaus por volta das 18h15 deste domingo (11) para reforçar o combate aos incêndios florestais no Amazonas.

A operação começa nesta segunda-feira (12), com três decolagens previstas inicialmente. Cada missão deve durar cerca de duas horas e lançar aproximadamente 12 mil litros de água sobre as áreas atingidas pelo fogo.

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A primeira saída está prevista para as 9h, no horário de Brasília. Uma das aeronaves será equipada com o Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndio (MAFFS, na sigla em inglês), usado para despejar grandes volumes de água durante o voo.

O reforço chega em meio ao avanço das queimadas no estado, com 1.380 focos de incêndio entre 1º e 10 de outubro -alta de 271% em relação ao mesmo período de 2025.

🔎O KC-390 Millennium é um avião cargueiro militar fabricado pela Embraer. A aeronave também pode ser usada em missões de reabastecimento em voo, evacuação médica e combate a incêndios com o sistema MAFFS.

A mobilização federal inclui ainda quatro aviões agrícolas da Air Tractor adaptados para o combate a chamas, dois helicópteros e cerca de 290 brigadistas que já atuam no estado.

No sábado (10), o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu situação de emergência em 36 municípios do Amazonas, o que permite acelerar a liberação de recursos federais para ações de combate ao fogo.

O governo de São Paulo também enviou 30 profissionais para apoiar as operações, entre bombeiros militares e integrantes da Defesa Civil.

Segundo dados do governo federal, a maior parte dos focos registrados nos primeiros dez dias de outubro ocorreu em áreas públicas. Também houve incêndios em assentamentos federais, terras indígenas e unidades de conservação.

O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), afirmou que parte da fumaça sobre o estado também vem de queimadas registradas em outras unidades da Federação.

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