Flávio ainda avalia se vai comparecer a depoimento à PF
Ministro Alexandre de Moraes marcou oitiva sobre ação por calúnia contra o presidente Lula para a próxima terça-feira
Marcela Mattos
O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) | Andressa Anholete/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não definiu se vai comparecer ao depoimento à Polícia Federal agendado para a tarde da próxima terça-feira (28).
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Flávio é alvo de inquérito por suposta calúnia contra o presidente Lula ao associá-lo ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e fazer uma vinculação ao cometimento de crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.
Inicialmente, o prazo para a oitiva do senador era até o dia 17 de julho. A defesa de Flávio, no entanto, pediu mais tempo e alegou que o pré-candidato à Presidência estava com “inúmeras viagens, deslocamentos e compromissos fixados com grande antecedência”. O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido e, de ofício, marcou o depoimento para o dia 28.
Interlocutores de Flávio afirmam que ele não é obrigado a comparecer e que a estratégia ainda não está definida. Além da ausência, ele tem a possibilidade de prestar esclarecimentos por escrito ou então comparecer e ficar em silêncio.
Nos bastidores, aliados do senador reclamam da velocidade com que o processo está avançando e com o fato de que não houve perícia ou diligências. Assim, há a possibilidade de que a ação seja concluída ainda neste ano.
Caso o senador faça uma retratação, a punição do processo seria extinta, o que o livraria de responder ao inquérito durante o período eleitoral. Aliados do senador rechaçam a possibilidade de ele ficar inelegível com uma possível condenação, mas veem o risco de ele perder os direitos políticos, o que impediria a candidatura.
Por outro lado, há uma resistência de Flávio em recuar das acusações, sustentadas pelo clã Bolsonaro ao longo dos últimos anos.
Em abril, o ministro Alexandre de Moraes acatou um pedido da PF e determinou a abertura de uma investigação para apurar se houve crime após Flávio fazer uma publicação nas redes sociais dizendo que o presidente seria delatado pelo ditador Nicolás Maduro. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu Flávio em 3 de janeiro deste ano, mesmo dia em que o então presidente da Venezuela foi capturado pelos Estados Unidos.
Como mostrou a coluna, Flávio passou a subir o tom contra a Polícia Federal e a colocar em xeque a autonomia da instituição. Durante uma live nesta quinta-feira (23) o senador chamou o chefe da corporação, Andrei Rodrigues, de “pau-mandado do Lula”.
Flávio ainda avalia se vai comparecer a depoimento à PFMinistro Alexandre de Moraes marcou oitiva sobre ação por calúnia contra o presidente Lula para a próxima terça-feira Política2026-07-24T13:57:52.705ZO senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda não definiu se vai comparecer ao depoimento à Polícia Federal agendado para a tarde da próxima terça-feira (28). Flávio é alvo de inquérito por suposta calúnia contra o presidente Lula ao associá-lo ao ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro e fazer uma vinculação ao cometimento de crimes como lavagem de dinheiro e tráfico de drogas. + Inicialmente, o prazo para a oitiva do senador era até o dia 17 de julho. A defesa de Flávio, no entanto, pediu mais tempo e alegou que o pré-candidato à Presidência estava com “inúmeras viagens, deslocamentos e compromissos fixados com grande antecedência”. O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido e, de ofício, marcou o depoimento para o dia 28. Interlocutores de Flávio afirmam que ele não é obrigado a comparecer e que a estratégia ainda não está definida. Além da ausência, ele tem a possibilidade de prestar esclarecimentos por escrito ou então comparecer e ficar em silêncio. Nos bastidores, aliados do senador reclamam da velocidade com que o processo está avançando e com o fato de que não houve perícia ou diligências. Assim, há a possibilidade de que a ação seja concluída ainda neste ano. Caso o senador faça uma retratação, a punição do processo seria extinta, o que o livraria de responder ao inquérito durante o período eleitoral. Aliados do senador rechaçam a possibilidade de ele ficar inelegível com uma possível condenação, mas veem o risco de ele perder os direitos políticos, o que impediria a candidatura. + Por outro lado, há uma resistência de Flávio em recuar das acusações, sustentadas pelo clã Bolsonaro ao longo dos últimos anos. Em abril, o ministro Alexandre de Moraes e fazer uma publicação nas redes sociais dizendo que o presidente seria delatado pelo ditador Nicolás Maduro. “É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu Flávio em 3 de janeiro deste ano, mesmo dia em que o então presidente da Venezuela foi capturado pelos Estados Unidos. Como mostrou a coluna, Flávio passou a subir o tom contra a Polícia Federal e a colocar em xeque a autonomia da instituição. Durante uma live nesta quinta-feira (23) o senador chamou o chefe da corporação, Andrei Rodrigues, .São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flavio-ainda-avalia-se-vai-comparecer-a-depoimento-a-pf
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