Fim de recesso: Câmara e Senado começam 2026 com calendário encurtado
Eleições, feriados e a Copa do Mundo devem afetar o ritmo do Congresso, com maior parte das votações prevista para o primeiro semestre

Victória Melo
do SBT Brasília
Deputados e senadores retomam os trabalhos nesta segunda-feira (2) após pouco mais de 40 dias de recesso parlamentar, em um ano marcado por um calendário mais curto, em função das eleições de outubro e de eventos que devem impactar o ritmo das votações, como feriados nacionais e a realização da Copa do Mundo.
Com esse cenário, a maior parte das decisões legislativas deve se concentrar no primeiro semestre, antes do início oficial das campanhas.
Diante do calendário eleitoral, governo e oposição se movimentam para avançar em pautas com potencial impacto político. Entre as prioridades do Executivo está a proposta que prevê o fim da escala de trabalho seis por um.
Na Câmara, a retomada dos trabalhos ocorre com uma pauta voltada a projetos de interesse do governo, como a medida provisória que cria o programa “Gás do Povo”, que prevê a distribuição gratuita de botijões de gás para famílias de baixa renda.
A oposição deve focar projetos ligados à segurança pública e no uso de comissões parlamentares de inquérito para manter temas sensíveis ao governo no centro do debate, como a CPMI do INSS e a tentativa de instalar uma comissão para investigar fraudes no Banco Master.
No Senado, além da análise de vetos presidenciais, o Planalto também enfrenta a resistência à indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.









