“Ficar na AGU vai reabilitá-lo para vagas futuras no STF”, defende aliado de Messias
Possibilidade de Messias ser deslocado para o Ministério da Justiça está praticamente descartada no governo


Iander Porcella
Um dos principais aliados de Jorge Messias, o advogado Marco Aurélio Carvalho defende que o ministro continue no comando da Advocacia-Geral da União (AGU). De acordo com o coordenador do grupo Prerrogativas, permanecer à frente da pasta pode reabilitá-lo para futuras indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a possibilidade de Messias ser deslocado para o Ministério da Justiça está praticamente descartada.
Depois de o Senado ter rejeitado seu nome para o STF, Messias chegou a sinalizar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que poderia deixar a AGU. Lula, contudo, pediu que ele refletisse melhor antes de tomar qualquer decisão. Uma nova conversa entre os dois ainda é esperada, mas a tendência é que o advogado-geral da União siga no cargo.
“Acredito que ele ainda pode dar uma colaboração luxuosa ao país seguindo à frente da AGU. Ele tem a confiança do presidente Lula, tem espírito público, tem sólida formação jurídica e profunda sensibilidade social”, disse Marco Aurélio ao SBT News.
“Como é uma posição estratégica, isso seguramente vai permitir que ele se reabilite para vagas futuras (no STF) caso eventualmente o presidente resolva reapresentar o nome dele ao exame do Senado Federal para uma nova sabatina e uma nova votação”, emendou o advogado.
O coordenador do Prerrogativas também argumentou que pode haver descontinuidade de políticas da AGU na reta final do mandato de Lula caso Messias deixe o posto.
Integrantes do governo defendiam, nos bastidores, que Messias assumisse o Ministério da Justiça. Mas essa alternativa perdeu força após o ministro Wellington César Lima e Silva afirmar que será lançado nesta terça-feira (12) um novo programa de combate ao crime organizado.
“A Justiça está apresentando agora um plano para a segurança pública de combate ao crime organizado. O ministro Wellington tem o nosso carinho, tem o nosso respeito. Ele tem o carinho e o respeito do próprio Messias. Não é o caso de criar confusão, estimular confusão entre ministros e amigos”, declarou Marco Aurélio.
Além disso, ficar neste momento à frente da pasta que tem sob seu guarda-chuva a Polícia Federal poderia gerar desconfiança no Congresso de que Messias planeja se vingar dos senadores que rejeitaram sua indicação. Isso porque a PF tem deflagrado uma série de operações no caso do Banco Master, cujas ramificações no Legislativo já começaram a aparecer.










