Política

Fachin retira "uberização" da pauta desta quarta (24)

Corte retirou da pauta análise sobre vínculo de motoristas de aplicativo após pedido da Defensora Pública da União

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André Barbeiro , Cézar Feitoza
24/06/2026, 15:30 • Atualizado em 24/06/2026, 15:55
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Edson Fachin durante sessão plenária do STF | Antonio Augusto/STF

Edson Fachin durante sessão plenária do STF | Antonio Augusto/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou da pauta desta quarta-feira (24) o julgamento que discute se motoristas e entregadores de aplicativos devem ter vínculo empregatício reconhecido com plataformas digitais.

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O caso, conhecido como “uberização”, envolve a análise da relação de trabalho entre profissionais que atuam por meio de aplicativos e empresas de tecnologia. A decisão do Supremo pode estabelecer parâmetros para milhares de trabalhadores em todo o país.

O adiamento foi solicitado pela Defensoria Pública da União (DPU) após a aprovação de uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) durante a 114ª Conferência da entidade.

A convenção nº 193 estabelece regras sobre o trabalho em plataformas digitais, como aplicativos de transporte e entrega. O texto define direitos e deveres para trabalhadores e empresas, com possíveis impactos sobre a regulamentação da chamada “uberização”.

Na decisão, Fachin considerou a aprovação da norma internacional um “fato superveniente” com potencial impacto no julgamento. O ministro citou o artigo 933 do Código de Processo Civil, que determina que novos fatos relevantes devem ser considerados antes da análise definitiva de um processo.

“Considerando a relevância internacional da convenção aprovada e seus possíveis impactos para a apreciação do presente recurso extraordinário, determino a retirada do feito da pauta”, afirmou Fachin na decisão.

O ministro determinou ainda que as partes envolvidas no processo e os chamados amici curiae, ou seja, entidades autorizadas a contribuir com informações no julgamento, sejam intimados para se manifestarem sobre a convenção da OIT.

O julgamento envolve uma discussão central sobre o futuro das relações de trabalho no país: se motoristas e entregadores que prestam serviços por aplicativos devem ser reconhecidos como empregados, com direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ou se devem permanecer enquadrados como trabalhadores autônomos.

Com a retirada da pauta, o processo volta para análise do Supremo após as manifestações das partes. Ainda não há nova data definida para o julgamento.

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