Economia

Aneel aprova aumento de 9,41% nas receitas de transmissoras

Soma será de R$ 54,95 bilhões, com impacto médio de 1,1% ao consumidor

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Caroline Vale
Linhas de transmissão de energia elétrica da usina hidrelétrica Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR) | Tânia Rêgo/Agência Brasil

Linhas de transmissão de energia elétrica da usina hidrelétrica Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR) | Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou o cálculo das tarifas de transmissão de energia para o ciclo 2026/2027, com vigência entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027. Com a decisão, as receitas anuais permitidas das empresas transmissoras somarão R$ 54,95 bilhões, um aumento de 9,41% em relação ao ciclo anterior.

Apesar do crescimento das receitas do setor, a Aneel estima que o impacto médio para os consumidores atendidos pelas distribuidoras será de 1,1% nas tarifas finais de energia.

A agência informou que o resultado demonstra maior estabilidade no repasse dos custos de transmissão às contas de luz.

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Segundo a Aneel, o reajuste considera 356 contratos de concessão de 258 transmissoras e reflete, principalmente, a atualização contratual das receitas, a expansão da rede de transmissão e componentes financeiros regulatórios. A receita total considerada no processo da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) passou de R$ 51,6 bilhões para R$ 56,5 bilhões, alta de 9,3%.

O ciclo 2026/2027 também marca o avanço da nova metodologia de sinal locacional da TUST, que busca refletir de forma mais precisa as condições do sistema elétrico nacional. A proposta prevê tarifas mais alinhadas à disponibilidade de geração em cada região, incentivando investimentos e um uso mais eficiente da infraestrutura de transmissão.

A transmissão, ainda conforme a Aneel, é essencial para garantir a segurança do fornecimento de energia, integrar fontes renováveis e viabilizar a expansão do Sistema Interligado Nacional.

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