Veja audiência de custódia de Collor: ex-presidente agradece e sorri
Collor diz em sessão que não toma remédios; defesa elencou comorbidades para pedir prisão domiciliar
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SBT News
25/04/2025, 18:13 • Atualizado em 25/04/2025, 22:12
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Collor passa por audiência de custódia em Alagoas | Reprodução
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Vestindo uma blusa preta e aparentando calma, o ex-presidente Fernando Collor de Mello participou de audiência de custódia nessa sexta-feira (25) na sede da Polícia Federal em Maceió. Em alguns momentos, ele sorri. Ao final, agradece.
Durante o procedimento, o ex-presidente relatou aos magistrados as circunstâncias de sua detenção e manifestou o desejo de permanecer preso em Alagoas.
Collor afirmou que foi preso por volta das 4h no Aeroporto de Maceió, onde pegaria um voo comercial para se apresentar espontaneamente à Justiça em Brasília. A audiência foi realizada poucas horas após sua prisão.
Questionado se tinha alguma doença e se fazia uso contínuo de algum medicamento, Collor disse não. A resposta contradiz a defesa do ex-presidente, que solicitou ao Supremo a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, argumentando que o político, de 75 anos, sofre de comorbidades graves que exigem cuidados médicos contínuos, como doença de Parkinson, apneia do sono e transtorno bipolar. E que ele necessita de “uso diário de medicações, uso de CPAP e de visitas medicas especializadas periódicas”.
Questionado pelo SBT News, o advogado Marcelo Bessa disse que não vê a resposta de Collor com preocupação e que isso pode até ser reflexo de um estado de negação da doença.
"Ele já está sendo submetido a tratamento há muito tempo. O prontuário médico e toda a documentação está disponível, a resposta que ele deu, essa negativa, pode ter sido por não ter compreendido direito a pergunta ou pela própria negação da doença em si", disse.
Saúde
Alexandre de Moraes determinou que o presídio informe, em 24 horas, se tem "totais condições de tratar da saúde" do ex-presidente.
O governo de Alagoas informou que está tomando "todas as providências necessárias para o cumprimento da decisão proferida pelo ministro" (veja a íntegra da nota mais abaixo).
Além do pedido de prisão domiciliar, a defesa chama a atenção para o pedido de destaque feito pelo ministro Gilmar Mendes, o que faz com que o julgamento final não tenha data para acontecer, já que vai ao plenário físico, e revela "ausência de trânsito em julgado do acórdão condenatório".
Na quinta-feira (24), Moraes negou recurso de Collor que abriu caminho para a prisão na madrugada desta sexta-feira (25).
Em maio de 2023, o também ex-governador de Alagoas, ex-senador, ex-deputado e ex-prefeito de Maceió foi condenado a oito anos e dez meses pelo próprio Supremo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em caso relativo à BR Distribuidora, um desdobramento da operação Lava Jato. A empresa de distribuição e venda de combustíveis foi subsidiária da Petrobras até 2019.
Segundo decisão de Moraes, a ação penal contra Collor provou que ele teve ajuda dos empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos para receber R$ 20 milhões e "viabilizar irregularmente" contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia na "construção de bases de distribuição de combustíveis"
Governo de Alagoas
Veja a íntegra da nota:
"O Governo do Estado de Alagoas informa que está tomando todas as providências necessárias para o cumprimento da decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no que diz respeito ao acolhimento do ex-presidente Fernando Collor de Mello no sistema de ressocialização estadual.
O Estado de Alagoas assegura que todas as determinações judiciais estão sendo rigorosamente observadas, incluindo as medidas voltadas à garantia da integridade física, da saúde e da vida do ex-presidente, em estrita observância à legislação vigente e aos princípios do Estado Democrático de Direito".
Veja audiência de custódia de Collor: ex-presidente agradece e sorriCollor diz em sessão que não toma remédios; defesa elencou comorbidades para pedir prisão domiciliarPolítica2025-04-25T18:13:55.932Z Vestindo uma blusa preta e aparentando calma, o ex-presidente Fernando Collor de Mello participou de audiência de custódia nessa sexta-feira (25) na sede da Polícia Federal em Maceió. Em alguns momentos, ele sorri. Ao final, agradece. Durante o procedimento, o ex-presidente relatou aos magistrados as circunstâncias de sua detenção e manifestou o desejo de permanecer preso em Alagoas. Collor afirmou que foi preso por volta das 4h no Aeroporto de Maceió, onde pegaria um voo comercial para se apresentar espontaneamente à Justiça em Brasília. A audiência foi realizada poucas horas após sua prisão. Questionado se tinha alguma doença e se fazia uso contínuo de algum medicamento, Collor disse não. A resposta contradiz a defesa do ex-presidente, que solicitou ao Supremo a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar, argumentando que o político, de 75 anos, sofre de comorbidades graves que exigem cuidados médicos contínuos, como doença de Parkinson, apneia do sono e transtorno bipolar. E que ele necessita de “uso diário de medicações, uso de CPAP e de visitas medicas especializadas periódicas”. Questionado pelo SBT News, o advogado Marcelo Bessa disse que não vê a resposta de Collor com preocupação e que isso pode até ser reflexo de um estado de negação da doença. "Ele já está sendo submetido a tratamento há muito tempo. O prontuário médico e toda a documentação está disponível, a resposta que ele deu, essa negativa, pode ter sido por não ter compreendido direito a pergunta ou pela própria negação da doença em si", disse. Saúde Alexandre de Moraes determinou que o presídio informe, em 24 horas, se tem "totais condições de tratar da saúde" do ex-presidente. O governo de Alagoas informou que está tomando "todas as providências necessárias para o cumprimento da decisão proferida pelo ministro" (veja a íntegra da nota mais abaixo). Depois da audiência de custódia, Collor seguiu para o Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió. em cela individual, por ser um ex-presidente. Plenário do STF Além do pedido de prisão domiciliar, a defesa chama a atenção para o pedido de destaque feito pelo ministro Gilmar Mendes, o que faz com que o julgamento final não tenha data para acontecer, já que vai ao plenário físico, e revela "ausência de trânsito em julgado do acórdão condenatório". Na quinta-feira (24), Moraes negou recurso de Collor que abriu caminho para a prisão na madrugada desta sexta-feira (25). Desdobramento da Lava Jato Em maio de 2023, o também ex-governador de Alagoas, ex-senador, ex-deputado e ex-prefeito de Maceió foi condenado a oito anos e dez meses pelo próprio Supremo por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em caso relativo à BR Distribuidora, um desdobramento da operação Lava Jato. A empresa de distribuição e venda de combustíveis foi subsidiária da Petrobras até 2019. Segundo decisão de Moraes, a ação penal contra Collor provou que ele teve ajuda dos empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos para receber R$ 20 milhões e "viabilizar irregularmente" contratos da BR Distribuidora com a UTC Engenharia na "construção de bases de distribuição de combustíveis" Governo de Alagoas Veja a íntegra da nota: "O Governo do Estado de Alagoas informa que está tomando todas as providências necessárias para o cumprimento da decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no que diz respeito ao acolhimento do ex-presidente Fernando Collor de Mello no sistema de ressocialização estadual. O Estado de Alagoas assegura que todas as determinações judiciais estão sendo rigorosamente observadas, incluindo as medidas voltadas à garantia da integridade física, da saúde e da vida do ex-presidente, em estrita observância à legislação vigente e aos princípios do Estado Democrático de Direito". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/ex-presidente-fernando-collor-passa-por-audiencia-de-custodia-em-alagoas