Política

Esposa de Boulos culpa governo Bolsonaro por alta no feminicídio e adota tom de campanha

Pré-candidata do PSOL, Natalia Szermeta Boulos fez críticas a gestões de direita durante evento em São Paulo

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Esposa de Boulos culpa governo Bolsonaro por alta no feminicídio e adota tom de campanha

A advogada Natalia Szermeta Boulos (PSOL), esposa do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, atribuiu ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o aumento dos casos de feminicídio no Brasil. Sem citá-lo nominalmente, Natalia, que é pré-candidata à Câmara dos Deputados, sinalizou diretrizes que devem marcar sua campanha.

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“Não é por acaso o aumento do feminicídio no Brasil. Nós saímos de um governo que falava que mulheres eram ‘fraquejada’ para um governo que diz que não precisa de voto de homem que bate em mulher. Isso faz toda a diferença”, afirmou, sob aplausos da plateia.

A declaração foi feita nesta sexta-feira (20), durante o painel “Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio”, na 17ª Caravana Federativa, realizada em São Paulo.

Na sequência, a advogada criticou o que classificou como enfraquecimento de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

“Quando um presidente diz que mulher é ‘fraquejada’, isso soa como um apito de cachorro para homens se sentirem mais impunes. Não é por acaso que estamos nessa situação. A Lei Maria da Penha foi desmontada nos últimos anos”, declarou.

Natalia anunciou, no fim do ano passado, sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados pelo PSOL. A legenda aposta que ela possa herdar parte do eleitorado de Boulos, que foi o deputado federal mais votado de São Paulo em 2022. O atual ministro já afirmou que permanecerá no governo federal até o fim do mandato, o que o retira da disputa eleitoral. A articulação para a candidatura de Natalia contou com o apoio de movimentos sociais, como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Durante o evento, a pré-candidata também direcionou críticas a governos de direita. “Podemos ter diferenças políticas. O que não podemos é aplaudir quem tem ódio de mulher, nem pactuar com quem demonstra desprezo por mulheres e só se lembra delas em período eleitoral. Por sorte, estamos ampliando a representação”, disse.

O encontro também contou com a presença das ministras Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas, e Marina Silva, do Meio Ambiente, além de outras lideranças políticas e sociais.

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