Eleitor não polarizado vai decidir eleição, diz CEO da Nexus
Ao SBT News, Marcelo Tokarski afirma que a disputa segue apertada e que o eleitor não polarizado, hoje em cerca de 21%, tende a ser decisivo no resultado

O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, afirmou nesta segunda-feira (15) que a eleição presidencial deve ser decidida pelo eleitor não polarizado, que hoje representa cerca de 21% do eleitorado. Em entrevista ao SBT News, Tokarski destacou que a disputa segue apertada, com leve melhora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e estabilidade do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo a nova pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda, Lula subiu de 40% para 42% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 35% para 33%.
Em um segundo cenário, sem alguns pré-candidatos, Lula aparece com 43%, ante 41% no levantamento anterior. Flávio Bolsonaro oscilou de 35% para 34%.
Tokarski apontou que a melhora de Lula está ligada ao avanço na avaliação do governo e as novas tarifas dos Estados Unidos. Já Flávio, apesar de desgaste pontual, se mantém competitivo, especialmente no segundo turno.
O principal sinal de alerta, segundo o CEO da Nexus, é o crescimento da rejeição de Flávio Bolsonaro, que chegou a 52%, enquanto a de Lula recuou e se estabilizou em 47%.
Para o analista, a eleição tende a repetir o padrão de 2022, com parte do eleitorado votando mais para rejeitar um candidato do que para escolher o preferido.
Nesse cenário, o eleitor não polarizado, mais urbano, informado e sem posição ideológica fixa, ganha protagonismo. Segundo ele, esse grupo tende mais a Lula, mas segue volátil e pode mudar até o pleito.
“A eleição tende a ser decidida por esse eleitor que não está nem com Lula nem com Bolsonaro”, disse.















