Política

Eduardo Bolsonaro diz que taxação de Trump tem Moraes como alvo: "Lula é coadjuvante nisso tudo"

Após reação de Lula ao tarifaço, deputado licenciado diz que "na cabeça de Trump não faz sentido tratar o Brasil como se fosse uma democracia”

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SBT News
11/07/2025, 00:31 • Atualizado em 11/07/2025, 21:28
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Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em entrevista ao Perspectivas | SBT News

Deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em entrevista ao Perspectivas | SBT News

Após repercussão negativa do anúncio de tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos a produtos do Brasil e a reação do presidente Lula responsabilizando o clã Bolsonaro pela medida, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro disse que a ação de Donald Trump tem como alvo uma suposta "ditadura" de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator das ações contra Jair Bolsonaro e apoiadores.

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“Na cabeça do Trump não faz sentido ele olhar para o Brasil, enxergar uma ditadura e tratar [o Brasil] como se fosse uma democracia", afirmou Eduardo Bolsonaro em entrevista à Revista Oeste.

O filho 03 de Jair Bolsonaro descolou Lula do foco das decisões de Trump, em meio a tentativa do presidente brasileiro de ganhar capital político com a crise. "Lula é coadjuvante nisso tudo”, disse o deputado licenciado.

Eduardo argumenta que o presidente brasileiro "até contribuiu" para a taxação "com suas declarações no Brics" e um "alinhamento a anti-americanos”, como o grupo extremista Hamas e o governo do Irã. Mas, segundo ele, o foco de Trump são as ações de Moraes e do STF, tanto em decisões sobre políticos bolsonaristas, como em relação à responsabilização das redes sociais por conteúdos de usuários.

“O determinante é o Alexandre de Moraes. Se nós formos analisar a carta do Trump para o Lula, os problemas são, quase todos, relativos ao Alexandre de Moraes. O STF fez uma decisão - mandou para sua assessoria extra oficial de comunicação - de regulamentar as redes sociais à despeito do que pensavam os americanos. Então, eles estavam comprando briga com o governo americano e mandando um recado”, argumentou.

Eduardo Bolsonaro citou ainda decisões do TSE nas eleições de 2022, quando Moraes era presidente da corte.

“Quando você tem uma eleição deste tipo, onde você bota gente na cadeia - Silvinei Vasquez, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, Daniel Silveira, parlamentar -, quando você exila jornalistas, nós estamos nos aproximando de regime ditatorial", argumentou o deputado.
"Cabe ao Alexandre de Moraes consertar tudo isso. Ele tem o poder da caneta", complementa o filho de Jair Bolsonaro, pedindo anistia "ampla, geral e irrestrita" a todos os réus por golpe de Estado e das invasões a sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023.

Eduardo disse ainda que o presidente Donald Trump, a quem chamou de amigo da família Bolsonaro, não vai querer ter no currículo dele um Brasil que tenha "um regime semelhante ao da Venezuela".

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