Deputados federais perdem interesse pela disputa às prefeituras
Queda no número de candidatos na Câmara está relacionada a protagonismo do Congresso e às emendas
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Leonardo Cavalcanti
29/06/2024, 22:13 • Atualizado em 29/06/2024, 22:23
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O aumento do controle do Orçamento pelo Congresso pode ter estimulado uma reação nas eleições municipais. A queda no número de deputados federais que disputam a corrida pelas prefeituras nos últimos anos tem uma relação com as emendas parlamentares. A conta de congressistas que devem partir para a campanha em 2024 será a menor dos últimos anos.
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Aos números: Se há 20 anos o número de parlamentares candidatos a prefeituras foi de 93 políticos, este ano a conta não deve chegar a 60. Até aqui o total de pré-candidatos chega a 68, numa clara indicação de queda até a confirmação na Justiça Eleitoral.
Na Esplanada: neste ano, nenhum dos ministros deve encarar a disputa pelas prefeituras. Dos 38 integrantes da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seis senadores e 11 deputados. Todos, entretanto, devem esperar 2026 para se candidatar novamente.
Para lembrar: um exemplo de sucesso foi o de Fernando Haddad. Atual ministro da Fazenda, ele ganhou a eleição para a capital de São Paulo em 2012 depois de ser chefe da pasta da Educação dos governos de Lula e de Dilma Rousseff por sete anos. Em 2016, Edinho Silva, ministro de Comunicação Social de Dilma Rousseff, ganhou a prefeitura de Araraquara (SP). Foi reeleito em 2020.
O que se disse: “Eleição municipal tem estratégia local, o cálculo do político é específico. Com o orçamento secreto e as 'emendas pix', o cálculo é que parece mais vantajoso para parlamentares se manter nos atuais cargos por causa da fatia maior desse dinheiro”, diz o sociólogo e cientista político Aryell Calmon.
Por que isso importa: a distribuição de emendas entre municípios torna o congressista mais presente numa faixa maior de eleitores, sem contar a capacidade de negociação dos próprios orçamentos. “Ao prefeito cabe apenas a administração dessas emendas. A mudança na distribuição do orçamento serve para explicar o desinteresse dos deputados nas disputas municipais”, completa Calmon.
Deputados federais perdem interesse pela disputa às prefeiturasQueda no número de candidatos na Câmara está relacionada a protagonismo do Congresso e às emendasPolítica2024-06-29T22:13:03.457ZO aumento do controle do Orçamento pelo Congresso pode ter estimulado uma reação nas eleições municipais. A queda no número de deputados federais que disputam a corrida pelas prefeituras nos últimos anos tem uma relação com as emendas parlamentares. A conta de congressistas que devem partir para a campanha em 2024 será a menor dos últimos anos. Aos números: Se há 20 anos o número de parlamentares candidatos a prefeituras foi de 93 políticos, este ano a conta não deve chegar a 60. Até aqui o total de pré-candidatos chega a 68, numa clara indicação de queda até a confirmação na Justiça Eleitoral. Na Esplanada: neste ano, nenhum dos ministros deve encarar a disputa pelas prefeituras. Dos 38 integrantes da equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seis senadores e 11 deputados. Todos, entretanto, devem esperar 2026 para se candidatar novamente. Para lembrar: um exemplo de sucesso foi o de Fernando Haddad. Atual ministro da Fazenda, ele ganhou a eleição para a capital de São Paulo em 2012 depois de ser chefe da pasta da Educação dos governos de Lula e de Dilma Rousseff por sete anos. Em 2016, Edinho Silva, ministro de Comunicação Social de Dilma Rousseff, ganhou a prefeitura de Araraquara (SP). Foi reeleito em 2020. O que se disse: “Eleição municipal tem estratégia local, o cálculo do político é específico. Com o orçamento secreto e as 'emendas pix', o cálculo é que parece mais vantajoso para parlamentares se manter nos atuais cargos por causa da fatia maior desse dinheiro”, diz o sociólogo e cientista político Aryell Calmon. Por que isso importa: a distribuição de emendas entre municípios torna o congressista mais presente numa faixa maior de eleitores, sem contar a capacidade de negociação dos próprios orçamentos. “Ao prefeito cabe apenas a administração dessas emendas. A mudança na distribuição do orçamento serve para explicar o desinteresse dos deputados nas disputas municipais”, completa Calmon.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/disputa-pelas-prefeituras-perde-interesse-entre-deputados-federais
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