Política

Defesa de Bolsonaro reforça a Moraes pedido de domiciliar

Advogado Paulo Cunha Bueno se reúne com Moraes e reforça pedido por razões de saúde e investigação sobre arma

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Vicklin Moraes
O ex-presidente Jair Bolsonaro | Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro | Diego Herculano/Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro | Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro | Diego Herculano/Reuters

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniu nesta terça-feira (30) com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para solicitar a prorrogação da prisão domiciliar humanitária.

O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que apresentou o pedido em despacho presencial com o relator da ação penal da tentativa de golpe de estado. Segundo ele, Moraes ouviu os argumentos e demonstrou preocupação com o estado de saúde do ex-presidente e com a investigação envolvendo uma arma registrada em seu nome.

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A defesa sustenta que há fundamentos suficientes para a manutenção do regime domiciliar, alegando que Bolsonaro atende aos requisitos de caráter humanitário que justificariam a medida excepcional.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele está em prisão domiciliar desde março, após decisão de Moraes que atendeu a parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizou a substituição do regime fechado por razões médicas.

A decisão impôs medidas cautelares, como restrição de visitas e proibição do uso de celular, telefone ou qualquer meio de comunicação externa. O ex-presidente também está impedido de utilizar redes sociais ou produzir conteúdos, inclusive por intermédio de terceiros.

O prazo inicial de 90 dias da domiciliar terminou na última quinta-feira (25). A eventual prorrogação depende da avaliação do estado de saúde e da apuração sobre uma pistola registrada em nome de Bolsonaro.

A arma foi apreendida em 15 de junho com um militar do Exército responsável por sua segurança, durante uma abordagem no Distrito Federal.

Na última semana, o ex-presidente prestou depoimento à Polícia Civil e admitiu a posse da arma durante o cumprimento da prisão domiciliar, afirmando que a mantinha por razões de segurança.

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