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Irã analisa resposta dos EUA sobre reabertura de Ormuz

Países tentam chegar a um acordo para retomar navegação o Estreito de Ormuz e abrir caminho para dar um fim à guerra

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SBT News, com informações da Reuters
Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores do Irã | Adnan Abidi/Reuters

Abbas Araqchi, ministro das Relações Exteriores do Irã | Adnan Abidi/Reuters

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta quinta-feira (8) que seu país ainda está analisando a resposta dos Estados Unidos à proposta de Teerã para reabrir o Estreito de Ormuz. A informação foi publicada pela agência de notícias iraniana Tasnim.

Em 25 de setembro, através de mediadores do Catar, o Irã apresentou aos Estados Unidos uma proposta que previa a restauração da navegação no Estreito de Ormuz em sete dias caso o governo americano aceitasse uma série de condições impostas pelos iranianos, abrindo caminho para dar um fim ao conflito entre os dois países.

Entre as exigências estão o encerramento do bloqueio naval americano, que dificulta a exportação de petróleo iraniano, o fim das sanções econômicas que congelam ativos de Teerã no exterior e a pausa nas hostilidades da guerra. Elas estavam previstas no Memorando de Islamabad, assinado pelos dois países em junho, com mediação do Paquistão, na tentativa de encerrar as hostilidades militares.

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Alguns dias depois, Washington respondeu. Segundo a agência de notícias Reuters, as principais divergências não são referentes às medidas que serão tomadas, mas sim em relação à ordem em que elas aconteceriam.

O governo iraniano quer que os Estados Unidos cumpram as condições apresentadas por Teerã antes de tratar das questões envolvendo seu programa nuclear. A Casa Branca, por outro lado, pressiona para que o Irã reduza sua capacidade de enriquecimento de urânio e abra mão do seu estoque de urânio altamente enriquecido.

Navegação em Ormuz

Enquanto os dois países não chegam a um entendimento, o número de embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz caiu para o menor nível em mais de dois meses. De acordo com empresa de inteligência de dados Kpler, sete navios mercantes atravessaram o estreito na terça-feira (6), o menor número desde 23 de julho.

"O volume de petróleo bruto que atravessa o estreito caiu 27% em relação ao pico da época de guerra na semana anterior, para pelo menos 10,1 milhões de barris por dia", explicaram os analistas.

Os dados excluem embarcações que cruzam a fronteira com seus transponders do Sistema de Identificação Automática desligados para não serem detectados.

De acordo com fontes de segurança marítima ouvidas pela agência de notícias Reuters, na semana passada, os ataques a petroleiros que navegam por Ormuz atingiram nível mais alto desde o início da guerra.

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