Política

Defesa de Bolsonaro diz que arma não foi falta grave

Advogados pedem extensão da prisão domiciliar do ex-presidente para Alexandre de Moraes

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Ex-presidente Jair Bolsonaro chega à sua casa em Brasília para cumprir prisão domiciliar após receber alta hospitalar | 27/03/2026/Reuters/Adriano Machado

Ex-presidente Jair Bolsonaro chega à sua casa em Brasília para cumprir prisão domiciliar após receber alta hospitalar | 27/03/2026/Reuters/Adriano Machado

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestou na noite deste sábado (27) em relação ao pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisasse se a manutenção de arma de fogo pelo ex-presidente constituiria infração à prisão domiciliar.

Na manifestação, os advogados afirmam se tratar de uma pistola “regularmente registrada”, que antes da condenação e da prisão de Bolsonaro já era mantida licitamente na residência.

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Por isso, elas rejeitam a possibilidade de que o ex-presidente tenha cometido “falha grave”, como citado em decisão de Moraes. Na manifestação, os advogados de Bolsonaro também pedem a renovação da prisão domiciliar.

Segundo a petição apresentada ao Supremo, o armamento havia sido retirado da residência apenas para passar por manutenção após Bolsonaro identificar uma falha mecânica.

A arma foi apreendida com um militar do Exército durante blitz no Distrito Federal na segunda-feira (15). A defesa sustenta que não houve qualquer tentativa de ocultar a arma ou descumprir determinações judiciais.

"Não houve ocultação do armamento, adulteração de registro, emprego de expediente destinado a frustrar a fiscalização estatal ou qualquer conduta voltada a impedir a identificação de sua origem ou titularidade. Ao contrário, a propriedade da arma foi imediatamente reconhecida e jamais constituiu circunstância desconhecida ou clandestina", afirmam os advogados.

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