Data para votação da PEC do BC será divulgada até sexta (19)
Prazo foi dado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, após pedido de senadores
Camila Stucaluc
18/06/2026, 07:10 • Atualizado em 18/06/2026, 08:36
compartilhar
Presidente do Senado, Davi Alcolumbre | Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a data de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a autonomia do Banco Central (BC) será decidida até sexta-feira (19). O texto recebeu aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última semana e aguarda análise do plenário.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A decisão foi em resposta a um apelo de senadores. O grupo alegou que, embora durante a votação na CCJ o governo e a oposição tenham acordado um prazo para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, analisar alguns pontos da proposta, a resposta do governo não veio.
“O governo pediu o prazo de uma semana para sugerir ajustes no dispositivo que trata da relação entre Banco Central e Tesouro Nacional. Atendemos este pedido, aguardamos uma semana. O governo teve o tempo que pediu, recebeu o texto, mas não deu nenhuma resposta”, disse o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), autor da proposta.
Atualmente, o BC possui autonomia técnica e operacional fixada pela Lei Complementar 179, de 2021, o que garante, por exemplo, que o presidente da autoridade monetária tenha mandato fixo e não possa ser demitido a qualquer momento pelo presidente da República. A proposta em debate busca ampliar essa autonomia às áreas administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial.
Segundo Valério, a PEC garante que o BC consiga "elaborar, aprovar e executar seu próprio orçamento, de forma separada e independente", sem depender de repasses do Tesouro Nacional. A proposta remove o Banco Central do Orçamento da União e, de acordo com defensores da proposta, livra a autarquia de possíveis limitações administrativas e financeiras estabelecidas pelo governo federal.
Para Valério, a PEC traz "um ganho" de proteção ao Pix, reforçando que regulação e operacionalização são competências exclusivas do BC e garantindo a gratuidade de transferências realizadas por pessoas físicas. "Por isso, elogio Lula quando ele diz que Pix tem que ser do Brasil. Nada melhor do que colocar na Constituição", afirmou o senador.
Por se tratar de uma emenda constitucional, a proposta precisa passar por dois turnos de votação no plenário do Senado, e ter apoio de ao menos 3/5 dos congressistas para aprovação. Depois, o texto segue para a Câmara dos Deputados.
O que diz o governo?
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o fortalecimento institucional do Banco Central, mas alertou que a mudança não deve ocorrer sob o pretexto de criar uma espécie de “novo Poder”.
“É preciso fortalecer, sim, a instituição do Banco Central, assim como outras agências, sem que a gente tenha uma espécie de novo Poder da República, que pode mandar projeto de lei, que não se submete à auditoria da Controladoria-Geral da União [CGU]. Isso eu vejo com preocupação até, inclusive, para a proteção do Banco Central”, disse.
Outro ponto de preocupação apontado por Durigan é o impacto fiscal da medida. Isso porque a PEC autoriza o BC a reter receitas provenientes da chamada senhoriagem — lucros obtidos pela emissão de moeda. Atualmente, esses recursos são transferidos ao Tesouro Nacional.
Data para votação da PEC do BC será divulgada até sexta (19)Prazo foi dado pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, após pedido de senadoresPolítica2026-06-18T07:10:00.000ZO presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse que a data de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a autonomia do Banco Central (BC) será decidida até sexta-feira (19). O na última semana e aguarda análise do plenário. A decisão foi em resposta a um apelo de senadores. O grupo alegou que, embora durante a votação na CCJ o governo e a oposição tenham acordado um prazo para o ministro da Fazenda, Dario Durigan, analisar alguns pontos da proposta, a resposta do governo não veio. “O governo pediu o prazo de uma semana para sugerir ajustes no dispositivo que trata da relação entre Banco Central e Tesouro Nacional. Atendemos este pedido, aguardamos uma semana. O governo teve o tempo que pediu, recebeu o texto, mas não deu nenhuma resposta”, disse o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), autor da proposta. Atualmente, o BC possui autonomia técnica e operacional fixada pela Lei Complementar 179, de 2021, o que garante, por exemplo, que o presidente da autoridade monetária tenha mandato fixo e não possa ser demitido a qualquer momento pelo presidente da República. A proposta em debate busca ampliar essa autonomia às áreas administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial. Segundo Valério, a PEC garante que o BC consiga "elaborar, aprovar e executar seu próprio orçamento, de forma separada e independente", sem depender de repasses do Tesouro Nacional. A proposta remove o Banco Central do Orçamento da União e, de acordo com defensores da proposta, livra a autarquia de possíveis limitações administrativas e financeiras estabelecidas pelo governo federal. A proposta também blinda o Pix, sistema de pagamento instantâneo criado pelo BC, ao inseri-lo na Constituição. Em vigor desde 2020, o e por suposta concorrência desleal contra outras modalidades de pagamento. Para Valério, a PEC traz "um ganho" de proteção ao Pix, reforçando que regulação e operacionalização são competências exclusivas do BC e garantindo a gratuidade de transferências realizadas por pessoas físicas. "Por isso, elogio Lula quando ele diz que Pix tem que ser do Brasil. Nada melhor do que colocar na Constituição", afirmou o senador. Por se tratar de uma emenda constitucional, a proposta precisa passar por dois turnos de votação no plenário do Senado, e ter apoio de ao menos 3/5 dos congressistas para aprovação. Depois, o texto segue para a Câmara dos Deputados. O que diz o governo? O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu o fortalecimento institucional do Banco Central, mas alertou que a mudança não deve ocorrer sob o pretexto de criar uma espécie de “novo Poder”. “É preciso fortalecer, sim, a instituição do Banco Central, assim como outras agências, sem que a gente tenha uma espécie de novo Poder da República, que pode mandar projeto de lei, que não se submete à auditoria da Controladoria-Geral da União [CGU]. Isso eu vejo com preocupação até, inclusive, para a proteção do Banco Central”, disse. Outro ponto de preocupação apontado por Durigan é o impacto fiscal da medida. Isso porque a PEC autoriza o BC a reter receitas provenientes da chamada senhoriagem — lucros obtidos pela emissão de moeda. Atualmente, esses recursos são transferidos ao Tesouro Nacional.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/data-para-votacao-da-pec-do-bc-sera-divulgada-ate-sexta-19
Trump ameaça atacar usinas e pontes do Irã na próxima semana
Presidente afirma que novos alvos serão atingidos caso Teerã não retome negociações; Convenções de Genebra proíbem ataques a estruturas essenciais para civis
Incêndio em barco deixa morto e 2 desaparecidos nos EUA
Embarcação de três andares naufragou após incêndio na Baía de São Francisco; duas pessoas seguem desaparecidas e operação de resgate mobiliza 11 embarcações